Acionistas acusam Tellabs de fraude em balanços financeiros

Acionistas da Tellabs estão iniciando uma investigação sobre potenciais erros nos resultados financeiros da companhia entre 2010 e 2011. Em comunicado à imprensa, a Robbins Arroyo LLP, firma norte-americana de advocacia contratada pelos acionistas, acusa a fornecedora de soluções de telecomunicações de ter emitido informações enganosas para beneficiar um grupo seleto com a venda de títulos da companhia, faturando US$ 2,555 milhões ao todo.

"Membros da companhia podem ter tido razões pessoais para causar a apresentação de anúncios falsos ou enganosos para se beneficiarem da venda de títulos da Tellabs de sua carteira pessoal", acusa a firma em comunicado. Ao todo foram vendidos 405 mil papéis da empresa no período.

De acordo com a Robbins Arroyo, a Tellabs anunciou uma receita de US$ 410,5 milhões no quarto trimestre de 2010, que afirma ter sido "consistente com as expectativas". Entretanto, na conferência para analistas no mesmo dia do anúncio, a empresa teria descartado o valor alegando adoção de novos padrões, baixando US$ 20,8 milhões e totalizando US$ 389,7 milhões no período. Com isso, as ações da companhia caíram 20%.

A firma de advocacia ainda está investigando uma suposta falta de implementação de controles internos na Tellabs para evitar ainda mais supostas interpretações errôneas da receita. A Robbins aponta que em novembro de 2011 a companhia anunciou que iria corrigir os resultados financeiros do segundo e terceiro trimestres daquele ano por ter contabilizado US$ 17,5 milhões por engano no segundo trimestre por conta de um produto que não havia sido entregue ao cliente até o terceiro trimestre.

Os erros ainda teriam se repetido. "Demonstrando a ausência de controles internos da Tellabs, a companhia foi forçada a novamente reiterar seus resultados financeiros do 2T e 3T de 2011 em 27 de julho de 2012 por conta de um erro material na hora de entregar a primeira retificação".

Procurada por este noticiário, a Tellabs Brasil – que fornece soluções de backhaul para operadoras como a Telefônica/Vivo, entre outras – não retornou contato até a publicação desta notícia.

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