Para Vivo, troca de compromissos de cobertura por espectro é viável para a licitação de 2,5 GHz

A política do governo de ceder às concessionárias a faixa de 450 MHz em troca de metas de universalização pode ser um precedente para um movimento importante de reivindicação no mesmo sentido por parte das teles móveis. A Vivo, por exemplo, considera que esse modelo de trocar espectro por compromissos de cobertura seria muito positivo para a ocupação da faixa de 2,5 GHz, que a Anatel pretende licitar a partir do ano que vem para a quarta geração dos serviços móveis. Segundo Roberto Lima, presidente da Vivo, em entrevista à revista TELETIME de abril, as operadoras móveis têm muito a oferecer ao governo em termos de expansão dos serviços de voz e banda larga nas áreas rurais e fora dos grandes centros. "Aprendemos com a nossa própria experiência que essas localidades dão muito retorno, inclusive econômico, porque elas se desenvolvem quando a infraestrutura chega. Temos todo o interesse de colaborar com o governo na expansão dos serviços fora dos grandes centros", disse. Lima esteve esta semana com o ministro Paulo Bernardo justamente apresentando os resultados da expansão da rede 3G da operadora em 1,4 mil municípios (que devem ser 2,8 mil até o final do ano).
A tese da Vivo é que seria melhor o governo pensar em contrapartidas ao licenciar a faixa de 2,5 GHz do que buscar apenas o resultado econômico da venda das faixas. Vale lembrar que esse modelo já foi praticado na licitação da faixa de 2,1 GHz, usada para 3G, mas a cobertura previu apenas o atendimento a áreas urbanas. Nesse caso, contudo, a alta demanda pelo espectro fez com que os lances pelas faixas superassem R$ 5 bilhões.

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