Conselho da Telefônica propõe aumento no orçamento anual para R$ 8,9 bilhões

Após ter um orçamento 4,07% maior do que o previsto em 2018, a Telefônica propõe aos acionistas um valor mais acima para 2019. Em ata, divulgada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite da quinta-feira, 7, com o objetivo de ser deliberada na próxima assembleia extraordinária no dia 11 de abril, a empresa sugere um orçamento de capital para este ano no valor de R$ 8,9 bilhões, 8,5% a mais do que no ano anterior. Conforme a proposta do conselho de administração da companhia, aprovada em 15 de fevereiro, as aplicações dos recursos são para investimentos em rede, tecnologia e sistemas da informação, produtos e serviços, canais, administrativos e licenças, entre outros.

A origem desses capital será em grande parte de recursos próprios e de terceiros (R$ 7,2 bilhões), além de R$ 1,7 bilhão provenientes de reserva especial para expansão/modernização. "Os investimentos descritos acima têm o objetivo de garantir a expansão da capacidade de rede para atender à crescente demanda da companhia e garantir a qualidade na prestação de serviços", descreve a Telefônica no comunicado. Parte do lucro disponível para distribuição precisará ser retido para o cumprimento do orçamento.

Em 2018, a proposta do orçamento era de R$ 7,879 bilhões, mas a companhia acabou destinando efetivamente R$ 8,200 bilhões durante o ano, com as mesmas aplicações de recursos citadas para 2019. Vale ressaltar que a Telefônica registrou no ano passado um lucro líquido ajustado de R$ 8,470 bilhões. O total de dividendos e juros sobre capital próprio a ser distribuído com base no lucro de 2017 e 2018, representa 82,86% do lucro ajustado, ou R$ 7,018 bilhões. A companhia propõe também para a assembleia de 11 de abril o montante de R$ 2,468 bilhões em dividendos adicionais.

Além dessa proposta, a reunião da Telefônica também deverá estabelecer o mesmo número de membros do conselho atual, 12. As indicações para compor o conselho são do atual diretor presidente, Christian Gebara; dos ex-presidentes da operadora, Eduardo Navarro e Antonio Carlos Valente; além do diretor de finanças e relações com investidores, David Melcon; Francisco Javier de Paz Mancho; Luiz Fernando Furlan; Narcís Serra Serra; Ana Theresa Masetti Borsari; Luis Miguel Gilpérez López; José Maria Del Rey Osorio; e Julio Esteban Linares López. O valor líquido da remuneração global anual paga aos administradores e membros do conselho fiscal passará de R$ 20,283 milhões para R$ 21,291 milhões "em virtude da reestruturação administrativa da companhia", conforme a proposta.

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