Sudeste tem 31% da banda larga fixa com velocidade acima de 34 Mbps; Nordeste, 17%

Com a adição de 3,812 milhões de contratos em 2018, a banda larga fixa com velocidade acima de 34 Mbps atingiu a marca de 8,099 milhões de acessos ativos no fim do ano passado – ou 26% da base nacional do serviço. A disponibilidade da chamada "ultra banda larga" entre as regiões do País, contudo, ainda é desigual: enquanto no Sudeste 31,6% das conexões já ultrapassam os 34 Mbps, as regiões Sul (20,1% da base local acima da velocidade), Centro-Oeste (18,9%), Norte (18,1%) e Nordeste (17,2%) ainda estão abaixo da média nacional.

Em números absolutos, os quatro estados do Sudeste totalizam 5,55 milhões de contratos na maior faixa de velocidade contabilizada pela Anatel; os números representam 68,56% do total de acessos acima de 34 Mbps, ao mesmo tempo em que a região detinha, em dezembro, 56,5% do mercado brasileiro de banda larga fixa.

Os 1,169 milhão de contratos dos três estados do Sul perfazem 14,4% da base nacional com a velocidade. No Nordeste, 685,7 mil clientes contam com o nível de serviço (ou 8,4% dos usuários do País), frente 484,7 mil no Centro-Oeste (5,9%) e 206,9 mil no Norte (2,5%). Nos quatro casos, a participação das regiões no nicho da Internet com velocidade acima de 34 Mbps é menor que a participação das mesmas no mercado de banda larga fixa como um todo (o Sul detinha 18,7% da base brasileira em 2018; o Nordeste, 12,78%, frente a 8,23% do Centro-Oeste e 3,67% do Norte).

Em todo o País, os acessos com velocidade acima de 34 Mbps viabilizadas por infraestrutura de fibra ótica totalizavam 2,55 milhões ao fim de 2018 – ou 31,5% dos clientes com este nível de serviço. No Nordeste, 26,6% dos contratos nesta faixa (ou 182 mil acessos) utilizavam fibra, refletindo um recente foco de provedores locais na tecnologia. A proporção é similar a da região Sul (26,1% ou 305 mil acessos) e bem maior que a registrada no Norte (5,6%, ou 11 mil acessos) e no Centro-Oeste (12,1%, ou 58 mil). No Sudeste, 35,9% da base de "ultra banda larga" se vale da tecnologia FTTH – ou quase 2 milhões de clientes. Em que pese a maturidade histórica da infraestrutura da região, é importante notar que políticas públicas como o REPNBL-Redes podem ter contribuído para a concentração do serviço mais veloz na região mais rica, mas isso também se deve a uma dinâmica natural do mercado de focar esforços onde existe retorno econômico, e não existem hoje políticas específicas para regiões menos favorecidas.

Empresas

Em números absolutos, a América Móvil (Claro, Net e Embratel) lidera com folga na faixa de velocidade acima de 34 Mbps: a companhia encerrou 2018 com 4,41 milhões de contratos na categoria, ou quase metade (47,1%) de sua base total. A Telefônica somava 2,15 milhões de acessos no mesmo período, ou 28,4% de base. Já a TIM surge como destaque em termos proporcionais: dos 484,4 mil acessos em banda larga fixa da empresa, 463,8 mil (95%) já oferecem 34 Mbps de velocidade ou mais. Também vale destacar que os provedores regionais somam, juntos, 650 mil contratos de "ultra banda larga" espalhados pelo País, ou 10,4% das conexões registradas pelo agrupamento dos ISPs.

A Oi, por sua vez, contabilizava apenas 157 mil conexões do gênero ao fim de dezembro, ou pouco mais de 2% da base da companhia. Com uma grande infraestrutura legada em cobre (utilizando VDSL), a companhia hoje investe na modernização da rede com a expansão do FTTH, um dos pilares do plano de investimentos do Plano da Recuperação Judicial. No caso da Algar, os 129 mil acessos acima de 34 Mbps são 22% do total instalado pela empresa.

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