Google vê uso de espectro não regulado como fundamental para crescimento da IoT no Brasil

O uso de espectro não regulado é fundamental para o desenvolvimento da Internet das Coisas no Brasil, segundo contribuição do Google na consulta pública promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações sobre o tema. Para isso, sugere a empresa, a utilização dos chamados white spaces (espaços entre faixas reguladas) e frequências hoje destinadas a wi-fi não devem ser atravancada por novas exigências regulatórias.

O Google afirma que a IoT oferece aos governos a oportunidade de fazer avanços significativos em serviços aos cidadãos. Da mesma forma, governos poderão aproveitar o potencial da tecnologia móvel para desenvolver um "trabalho inteligente" para seus funcionários, resultando em significativas economias de custos. "As estratégias de 'construção inteligente' também podem reduzir custos, gerando um impacto ambiental positivo", sustenta a empresa.

Para isso, opina o Google, há uma grande necessidade de investimentos nos cursos de graduação do Brasil, para que haja maior estímulo a experimentação e promoção de maior intercâmbio e trocas entre diferente disciplinas de forma a promover o desenvolvimento formações intersetoriais. Também defende a opção por padrões abertos, plataformas e interoperabilidade, que promovem maiores oportunidades de escolha para o consumidor e, consequentemente, aumentam a competição no setor, o que força ao ecossistema como um todo produzir melhores resultados.

Para o Google, políticas públicas devem ser formuladas considerando o desenvolvimento de um ecossistema de Internet das Coisas em que todos tenham a oportunidade de desenvolver, implantar, compartilhar e comercializar aplicações e serviços de IoT que sejam compatíveis entre si, "o que resultará em melhor qualidade e benefícios aos usuários", sugere a empresa. Aponta ainda a necessidade de construção de uma linguagem padronizada para que todos os dispositivos em casas, escritórios ou cidades possam se comunicar sem ruído ou conflito de comandos.

A empresa entende que, para alcançar esses objetivos, os governos devem promover incentivos econômicos bem planejados, que diminuam barreiras à entrada e estimulem ganhos de eficiência atrelados à inovação, evitando a elaboração precoce de normas e a imposição de exigências regulatórias que possam engessar o desenvolvimento e a inovação do ecossistema de M2M e IoT e, principalmente, que possam impor ônus atípicos aos participantes destes ecossistemas, ausentes em outros mercados. "Além disso, governos podem conectar diferentes atores em uma perspectiva multissetorial, abrindo um importante diálogo sobre privacidade e segurança em IoT", completa.

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