FCC vê força de trabalho e compartilhamento de espectro como desafios no 5G

A definição de novas regras para compartilhamento de espectro e um possível déficit de mão de obra habilitada na tecnologia 5G são alguns obstáculos que precisam ser superados para a consolidação da tecnologia nos EUA, avaliou o chairman da Federal Communications Commission (FCC), a agência reguladora de comunicações do país, Ajit Pai.

O diagnóstico foi realizado nesta última terça-feira, 7, durante participação do dirigente na Consumer Electronic Show (CES 2020), em Las Vegas (EUA). Na ocasião, Pai destacou o desafio de tornar mais espectro disponível para novas aplicações, uma vez que diversas faixas já são exploradas por incumbentes.

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São exemplos a banda C (3,7-4,2 GHz), hoje utilizada por operadoras satelitais e cujo modelo de leilão a ser realizado tem dividido a indústria; e também a faixa de 6 GHz, na qual Pai listou um grande benefício com a eventual liberação de 1,2 GHz para usos como Wi-Fi de próxima geração. Neste caso, as incumbentes incluem utilities, aplicações de segurança e backhaul wireless. Novas liberações em 2,5 GHz, 4,9 GHz e nas ondas milimétricas também estão nos planos.

Ainda que sem especificar quais políticas poderiam ser adotadas, Pai pediu que o Congresso norte-americano colabore na construção de um novo arcabouço legal que facilite o compartilhamento do espectro em tais situações, dirimindo ainda eventuais desencontros com legislações locais.

Adicionalmente, o chairman da FCC notou que a mão de obra também será um fator crítico no deployment 5G. Segundo Pai, já é difícil encontrar equipes qualificadas para o trabalho de manutenção e instalação de redes do gênero, ao mesmo tempo em que jovens profissionais optam por carreiras de tecnologia "indoor", menos desafiadoras do ponto de vista físico. "Esse é um dos desafios que teremos que pensar: como desenvolver a força de trabalho do futuro para construir essas redes sem fio", afirmou.

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