Pharol pede indenização contra a Deloitte por investimento na RioForte

O grupo português Pharol, antiga Portugal Telecom (PT SGPS), entrou na noite da quinta-feira, 7, com um pedido de indenização contra a empresa de auditoria Deloitte por conta dos prejuízos sofridos com as aplicações em instrumentos de dívida do Grupo Espírito Santo (GES). A petição, que afirma que houve "violação dos deveres contratuais" da companhia contratada como auditora externa, pede um valor correspondente à diferença entre a quantia de 897 milhões de euros com o calote da RioForte (do GES) em 2014 junto à PT e o montante que a Pharol venha a receber no processo de insolvência da própria RioForte, "bem como os demais danos que se vierem a apurar e acrescido dos juros de mora vincendos, contabilizados desde a data da citação até efetivo e integral pagamento".

A ação judicial, efetuada no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, foi aprovada em reunião do Conselho de Administração da companhia portuguesa em maio do ano passado. Em comunicado, a Pharol reitera que a petição não prejudica o direito de responsabilizar outros administradores eleitos para o triênio 2012-2014 ou terceiros que "de alguma forma, tenham tido responsabilidade por danos causados" em consequência dos investimentos na RioForte ou em relação aos instrumentos de dívida do GES.

A transação que resultou nessa ação contra a Deloitte ocorreu em 2014 e jogou por terra os planos de uma supertele na fusão com a Oi. Com o calote, a PT SGPS foi obrigada a ver reduzida sua participação na fusão com a companhia brasileira. Atualmente, a companhia detém participação direta ou indireta de 27,5% da Oi.

Após o anúncio do pedido de indenização contra a Deloitte, as ações da Pharol SGPS na bolsa de Lisboa chegaram a registrar alta de 2,80% às 12h10 (horário de Brasília).

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