GVT quer triplicar faturamento e chegar a 2016 com receitas de R$ 10 bilhões

Com uma estratégia apoiada na oferta das tecnologias de fibra na última milha e VDSL, a GVT espera manter o ritmo de 35% de crescimento de assinantes de banda larga observado em 2012. A empresa investiu R$ 2,5 bilhões em infraestrutura e chegou a 18 novas cidades, totalizando 137 municípios atendidos, incluindo três novas capitais no Nordeste (Natal, Aracaju e Maceió) e uma penetração de banda larga de 94% entre seus clientes. Para 2013, segundo o diretor de marketing de produtos da GVT, Ricardo Sanfelice, a expectativa é de chegar a 14 novas cidades. "A gente quer manter o crescimento na faixa dos 30% nos próximos anos e chegar a 2016 com um faturamento de R$ 10 bilhões e 200 cidades no total", explica. A título de comparação, a receita total da GVT em 2011 foi de 1,446 bilhão de euros (cerca de R$ 3,851 bilhões considerando o câmbio atual) e apenas no acumulado dos nove primeiros meses de 2012 esse montante já chegava a 1,282 bilhão de euros (R$ 3,414 bilhões).

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Ao todo, de acordo com dados do terceiro trimestre de 2012, a GVT tem dois milhões de assinantes de banda larga, um crescimento de 500 mil novos clientes em relação ao mesmo período de 2011. Mas a tecnologia por trás disso está se modificando. "Hoje, 90% (das conexões) são ADSL, mas a nossa expectativa é que, com mais velocidade e preços mais atrativos, a gente consiga 25% das vendas com VDSL e fibra até o final do ano", diz Sanfelice. "No futuro, vamos migrar quase 100% para fibra e VDSL", ressalta, sem especificar uma data para isso. Entretanto, a participação das conexões óticas ainda é pequena: atualmente, a oferta de fibra na última milha só existe para produtos de 100 Mbps, ou cerca de 1% dos clientes, embora a empresa deva expandir essa base com novas ofertas de maior velocidade com o tempo. "Até 70 Mbps a gente tem qualidade possível com o cobre".

Apesar disso, a companhia espera lançar em 2013 um projeto inteiramente dedicado à conexão ótica. "A gente tem um projeto de lançar este ano uma cidade nova inteiramente em fibra. É um projeto piloto interessante, mas não imaginamos que a fibra vai ser massificada, é uma estratégia para médio prazo", conta o executivo sem revelar qual será o município, apenas ressaltando que não é São Paulo. A capital paulista, por sinal, continua nos planos da GVT, embora ainda estejam em fase inicial de instalação de infraestrutura. "Já começamos a construir nossa rede de maneira pontual, mas ainda não temos previsão de lançamento. É gradual, São Paulo é algo bem complexo e diferente", diz Ricardo Sanfelice.

A GVT também não se intimida com a concorrência dos produtos baseados em fibra da Telefônica/Vivo e TIM. "É uma oferta para poucos. Tanto no ponto de vista de preço quanto de cobertura, ainda é (um produto) limitado. Nosso foco é ter oferta de banda larga com preços competitivos, mas também temos um público que não podemos ignorar que é o de renda um pouco mais baixa. Nossa oferta de 15 Mbps compete com ofertas de 2 Mbps, 3 Mbps e 5 Mbps".

25 Mbps

A empresa agora quer expandir o portfólio de produtos. Nesta semana, ela lançou a velocidade de 25 Mbps, que preenche um gap nas ofertas anteriores entre as velocidades de 15 Mbps e 35 Mbps, que tinham uma diferença de R$ 20. Com a opção intermediária, a diferença fica em R$ 10. De acordo com Ricardo Sanfelice, a ideia é atender ao consumidor não necessariamente heavy user, mas que hoje já vive uma realidade mais conectada. "O usuário convencional está demandando mais porque tem mais dispositivos conectados em casa. Hoje é natural ter de sete a dez dispositivos conectados, como tablets, notebooks e smartphones". A oferta é nacional e utiliza a tecnologia VDSL.

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