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Início Teletime Patuano: fusão da TIM com a Oi é possível, mas não obrigatória

Patuano: fusão da TIM com a Oi é possível, mas não obrigatória

Mais de um ano após assumir o cargo de CEO da Telecom Italia no lugar de Franco Bernabè, Marco Patuano ainda precisa responder à mesma pergunta, sobre a eventual venda da TIM no Brasil, com a mesma frase: "Há um preço para tudo, mas nossa estratégia principal é permanecer como está". O executivo reiterou esse posicionamento nesta sexta-feira, 7, durante conferência de resultados trimestrais para investidores, embora tenha reclamado da insistência. Mas uma possibilidade muito mais crível no momento e que também envolve consolidação é a de compra ou fusão da TIM com a Oi, outro rumor que circula no mercado há algum tempo. E o tom da resposta do executivo foi muito mais brando.

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"Acho que é mandatório explorar uma oportunidade tão grande e estratégica. Mas, como eu disse, a disciplina financeira e a criação de valor para o acionista é o nosso norte; se tem a oportunidade, vamos explorar, definitivamente temos que responder aos nossos investidores que podemos explorar, e se tivermos um bom negócio, iremos propor, mas não é obrigatório", diz Patuano. Ou seja: a empresa tem que considerar a oportunidade, mas não tem que seguir em frente se o plano não for considerado vantajoso para os acionistas. "Se tiver oportunidade para criar valor, vamos fazer isso", completa.

Sobre a possibilidade de algum player fazer uma investida na TIM, o CEO da Telecom Italia volta a esbravejar. "É nonsense falar que não há um preço para a opção (de vender), mas nosso plano A é de continuar a operação que temos", afirma.

Mas ele não se privou de fazer uma análise em um cenário hipotético. No caso de realmente alguém chegar a um preço adequado para o grupo italiano, Patuano diz que haveria ainda algumas condições básicas que o eventual comprador da TIM Brasil precisaria atender. "A pré-condição para sentar na mesa é que a oferta encontre a demanda, e há um bom número de benchmarks e negócios no Brasil, acho que quem quiser nos abordar terá que encarar esses níveis", declara. "Se há um risco potencial, quem fizer a oferta terá também que vir com solução para os riscos regulatórios, não pode apenas transferir para nós", completa.

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