Candidatos correm para apresentar propostas pela TIM

A notícia de que a TIM recebeu ofertas de compra provocou o efeito que, aparentemente, era buscado por quem a divulgou: alvoroçar o mercado de possíveis pretendentes. São vários os grupos interessados, e algumas propostas concretas estão, de fato, sendo preparadas. Mas, segundo apurou este noticiário, a única oferta com valores e condições é a da Telmex/América Móvil (Claro). Seguindo o "estilo" do seu controlador Carlos Slim (estilo, aliás, usado na época em que a MCI colocou a Embratel à venda), esta proposta tem um prazo bastante curto (fala-se em dias). E da mesma forma como foi a briga pela Embratel, as três teles estão se movimentando para tentar impedir a expansão do grupo mexicano no Brasil. Ao que se sabe, nenhuma entregou proposta de preço. A Brasil Telecom já avisou que vai apresentar, mas ainda desenha a oferta, que pode ser combinada ou não com as demais teles.

Proposta da Claro

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Há pouco mais de um mês este noticiário ouviu de uma fonte qualificada a informação de que o broker Naji Nahas esteve no México acertando com Carlos Slim uma proposta pela TIM. Na mesma ocasião, Carla Cico também teria participado da reunião. Ao ser questionada por TELETIME News sobre a informação, a Telmex negou peremptoriamente o encontro.
Tradicionalmente, Nahas se colocava como intermediário de Marco Tronchetti Provera, ex-CEO e acionista da Telecom Italia. Mas ultimamente, comenta-se, passou a representar também os interesses do grupo Opportunity. O grupo de Daniel Dantas, aliás, teria todo o interesse de ainda buscar fortalecer suas posições no mercado de telecomunicações brasileiro, pois ainda que não mande em mais nenhuma companhia, controla um grande volume de ações da BrT, Telemar, Telemig Celular e Amazônia Celular. Nesse processo, pelo menos um nome de peso do PT foi mencionado como parte diretamente envolvida nas negociações.
O Opportunity se recusou a responder às perguntas de TELETIME para confirmar ou não a informação.
Outra fonte próxima às empresas de Carlos Slim no Brasil lembra que não faz parte do estilo da Telmex adquirir empresas em boas condições financeiras. E a TIM estaria avaliada em mais de 8 bilhões de euros. Seria, portanto, um blefe para tirar energia dos concorrentes. Mas vale lembrar que se a TIM tem uma posição financeira confortável no Brasil, o mesmo não se aplica à Telecom Italia mundialmente, onde o grupo de Tronchetti Provera precisa resolver compromissos de cerca de 40 bilhões e euros, o que reforça a hipótese de uma venda de ativos para os mexicanos.

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