Aplaudido por radiodifusores, Eduardo Cunha defende arrendamento de espaço em TVs

(Atualizada às 17:27 de 08/10) Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, esteve nesta quarta, 7, no Congresso Brasileiro de Radiodifusão, organizado pela Abert. Cunha se manifestou sobre uma série de temas que preocupam o mercado de radiodifusão, arrancando em cada resposta aplausos da plateia.

Um dos temas colocados pelo moderador Kennedy Alencar foi a sub-locação de espaço das emissoras de TV para igrejas e sindicatos. Cunha disse que não vê problema. "Se você quer vender tempo para uma igreja ou sindicato e tem quem pague, não tem que interferir. É um meio de sobrevivência econômica", disse ele.

Sobre a discussão de regulação econômica da mídia, Cunha reiterou posição já conhecida. "Para má imprensa, mais imprensa. (Qualquer tentativa de) regulamentação tem que sofrer a repulsa. Fui contra e sou contra", disse ele.

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Um dos pontos que ainda não haviam sido objeto de posicionamento de Cunha era a competição com os serviços de Internet. Mas ele não se furtou a se posicionar sobre esse tema no Congresso da Abert. Às vezes eu acho que alguns desses serviços como Google, Facebook, Twitter fazem uma concorrência desleal com o setor de mídia e isso é uma coisa que tem que ser levada a sério sob o aspecto da competição. Não faz sentido a publicidade crescer para quem estar desregulamentado. Nesse sentido, da competição, tem que haver o debate sim".

Ao longo de suas respostas, Cunha, como sempre, fez várias críticas ao governo. E o fez na questão dos gastos publicitários. "Não sei se o gasto com mídia (pelo governo) é alto ou baixo, mas é mal feito. Não pode ser para financiar blogs e ventríloquos, tem que ser proporcional à audiência, com princípios transparentes. Esses blogs e 'boladas' da vida têm que acabar", disse.

Sobre as rádios comunitárias, Cunha também se mostrou crítico: "Se a rádio comunitária for limitada a uma frequência e limitada à sua comunidade, não vejo a publicidade como um problema. O problema é que não é isso que acontece, estão entrando na sua frequência e roubando a sua concessão", disse, mais uma vez arrancando aplausos da plateia.

O presidente da Câmara falou ainda da arrecadação de direitos autorais: "o Ecad é um problema sério, teve várias CPIs, não protege o direito autoral e explora aqueles que praticam o espetáculo público. Precisa de uma mudança no modelo, garantindo o direito autoral. O Ecad é uma caixa preta que precisa ser explicada", disse.

1 COMENTÁRIO

  1. Como pode um desqualificado desse ser aplaudido por quem quer que seja… Devem ter o rabo preso, pois a grande parte dos donos de rádios são políticos safados igual ao Cunha. Nem ele nem os demais tem moral para criticar qualquer entidade, inclusive o Ecad.

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