Com GVT, Telefônica teria cobertura equivalente à da Embratel

A oferta da Telefônica pela GVT de R$ 6,5 bilhões foi inesperada e representa, até onde se sabe, um movimento hostil que pode impedir a entrada da Vivendi no mercado brasileiro. Mas representa também um movimento importante de expansão da Telefônica que reforça, em parte, a disputa com a Oi (presente em todo o território nacional, incluindo a rede móvel no Estado de São Paulo) e, sobretudo, com a Embratel. Um comparativo entre o tamanho da cobertura de cada uma das empresas é interessante. A Telefônica atinge uma área que hoje, segundo dados do Atlas Brasileiro de Telecomunicações 2009, tem cerca de 40 milhões de pessoa e representa 28,3% do Índice Potencial de Consumo (IPC) do Brasil. A Embratel cobre, com redes locais (incluindo Net e a rede da Vésper) 80 milhões de pessoas e cerca de 55,6% do Índice Potencial de Consumo. Apenas a rede da Net Serviços está disponível em cidades que totalizam 47,2 milhões de pessoas e 36,7% do IPC nacional. A rede da GVT está disponível em cidades com cerca de 30 milhões de habitantes e 21,17% do IPC. Como não há sobreposição de área de atuação entre Telefônica e GVT, a operação combinada das duas empresas, caso a oferta resulte acordo efetivo, representará a cobertura de mais de 70 milhões de habitantes e quase 50% do IPC nacional. Com isso, do ponto de vista de cobertura do mercado potencial, Embratel e Telefônica passariam a ter tamanhos equivalentes. Essa conta não leva em consideração, naturalmente, a presença de cada uma das empresas em suas respectivas áreas e o tamanho da rede de cada uma.

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