Torre própria é mais vantajoso do que alugar de gestoras, avalia Claro

Manter uma infraestrutura própria para estações radiobase (ERBs) é mais vantajoso, na avaliação da Claro, do que alugar torres de gestoras independentes (ou tower companies), afirmou na última terça-feira, 6, o presidente da operadora, José Félix. Ainda assim, na capital paulista 41% das estações da empresa pertencem às gestoras, ou tower companies.

"O que a gente paga para as tower companies dói no bolso, mas é o que temos no mercado. Uma torre própria é muito mais negócio que uma alugada de uma tower company, mas infelizmente essa é a realidade, elas investem milhões comprando e instalando novas torres e a gente entende que iniciativa privada é isso. Por isso a Claro até hoje não vendeu suas torres, seguimos com as nossas sempre que possível, porque é caro alugar", pontuou Félix, após ser questionado sobre o tema durante reunião da CPI das Antenas da Câmara Municipal de São Paulo.

Na ocasião, o executivo defendeu novas regras para a instalação e a regularização de estações radiobase na capital paulista. A operadora também revelou que opera com 1.367 ERBs na cidade (das quais 28% estão com a regularização pendente). Do total, 569 (41,62%) são geridas por tower companies, com destaque para a American Tower, que detém 363. Já 64 fazem parte de acordos de compartilhamento de infraestrutura com operadoras concorrentes. A título de comparação, a Vivo afirmou à CPI em junho que opera em São Paulo com 700 estações radiobase próprias e 770 alugadas (neste caso, incluindo small cells e repetidores de sinal).

Também falando à mesma comissão em reunião realizada em maio, a American Tower já havia declarado que administra 1.212 torres na cidade de São Paulo, das quais 45% estariam com a regularização pendente. Na ocasião, a gestora explicou que, como 1.048 torres presentes no município foram adquiridas de operadoras ou terceiros, em muitos casos as irregularidades "já existiam antes de a torre ser de propriedade da American Tower". No caso das torres que atendem a Claro, o percentual ainda não regularizado em São Paulo é de 21%, informou a operadora na terça-feira.

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