Pequenos provedores veem oportunidade de negócio com o PLC

Mesmo sem a regulamentação da Aneel que dará sinal verde para a oferta do PLC – serviço de acesso à Internet pela rede elétrica -, os pequenos provedores já vislumbram um enorme mercado potencial para os seus serviços. Hoje os pequenos provedores atuam basicamente alugando capacidade das concessionárias de telecomunicações. Na medida em que as concessionárias de energia (ou as suas subsidiárias de telecomunicações) possam alugar sua rede para terceiros, os pequenos provedores surgem como opção natural para levar o serviço ao usuário final. Dentro da Aneel, entretanto, ainda não há consenso sobre esse ponto. "A cessão de infraestrutura é o ponto de interrogação no setor. Na visão da Aneel esse é o ponto mais complicado do processo", diz o consultor Edmundo Matarazzo.
Ricardo Sanchez, presidente do Conapsi (Conselho Nacional dos Provedores de Serviços de Internet) e membro do conselho consultivo da Anatel, acredita que dificilmente a regulamentação sairá de forma que os pequenos provedores fiquem fora desse negócio. "Não acredito que a regulamentação queira novamente levar a falta de competição na infraestrutura a todos os outros serviços", diz ele.
Vencida a barreira regulatória é possível questionar qual seria o interesse da subsidiária de telecom da concessionária de energia em permitir que o pequeno provedor preste o serviço para o usuário final ao invés de ela própria, afinal boa parte dessas empresas têm licença de SCM. Pedro Jatobá, presidente da Aptel, explica que as empresas de energia não têm interesse em prestar serviços de telecomunicações, o que significaria gerenciar clientes, construir call center e etc. "Esse não é o negócio delas".

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As concessionárias de energia estão trabalhando no conceito de smart grid, que basicamente, consiste em dar uma comunicação de dados à rede elétrica de ponta a ponta. Assim, os medidores poderão ser lidos de maneira remota, novos serviços poderão ser criados – como a oferta customizada de energia – fraudes poderão ser evitadas e etc. A idéia do setor, que está em discussão na Aneel, é como permitir a cessão para terceiros da infraestrutura ociosa de dados. "O objetivo principal da smart grid é melhorar a oferta de energia e reduzir os custos. Mas se não existir outra forma de acesso à Internet naquela localidade, faz sentido do ponto de vista comercial e de país oferecer essa capacidade para exploração de terceiros", diz Jatobá.

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