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Para Algar, proposta de rede neutra da InfraCo da Oi também é atrativa

Nos últimos anos, a Algar Telecom tem expandido a própria rede de fibra, sobretudo para o atendimento ao mercado corporativo. Por conta dessa demanda, a facilidade de poder contar com uma rede contratada no atacado é uma possibilidade para o presidente da companhia mineira, Jean Carlos Borges. 

Em conversa com o TELETIME, o executivo avaliou positivamente o movimento de redes neutras, considerando que haja condições de igualdade e qualidade para todos os clientes, e não apenas para as operadoras originárias. 

“No limite, não deverá existir tantas empresas com rede neutra. Até o presente momento, eu vi outros anúncios e estudos, mas me parece que a da Oi é realmente o ponto.” A operadora recentemente aceitou a proposta vinculante do BTG Pactual para ter o direito de cobrir outras ofertas no processo de concorrência por parte da InfraCo.

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Ele lembra que houve outros players sem experiência em telecomunicações tentando essa abordagem de atacado, e que não teriam se sucedido. “Estudamos no passado contratar redes de concessionárias de energia, que são neutras até pelo tipo de negócio, mas a operação é complicada porque o mindset é do suporte do elétrico.”

Borges entende que nem todas as redes anunciadas são, de fato, neutras – como é o caso da TIM com sua FiberCo, que a própria companhia afirma se tratar de um negócio de rede aberta

Condições iguais

No caso da Oi com a InfraCo especificamente, ele entende que haverá essa neutralidade. “As empresas que venham a utilizar devem entender que, independente do tamanho, possam ter preço justo e condições de qualidade compatíveis”, declara. “É importante que seja neutra inclusive na questão da governança, com conselhos e management, e que realmente sejam condições equânimes, mesmo que haja condições contratuais na parte de serviços da Oi.” 

Em geral, há a oportunidade de a companhia expandir em lugares onde não era considerado atrativo pelo modelo atual, levando a própria rede, construindo a infraestrutura no local. “Se tiver essa alternativa, é importante comparar os gastos e custos. Ela sendo neutra, facilita as questões como ‘será que a empresa não vai concorrer pelo mesmo cliente?’ ou ‘será que a qualidade é boa?’. Essas coisas têm que esperar para ver.”

Se a Oi já afirma estar operando como rede neutra, incluindo com contratos estabelecidos, ainda falta uma dimensão maior de como será essa prestação de serviços, na visão da Algar. A companhia precisa estudar se a qualidade necessária será entregue nas diferentes regiões, de modo que a proposta de serviços e suporte da própria operadora possa ser entregue como se fosse uma rede própria. 

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