Lucro da Telefônica/Vivo cai 15%

A Telefônica/Vivo registrou lucro líquido de R$ 810,2 milhões no primeiro trimestre deste ano, resultado que representa uma queda de 15,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a empresa teve lucro líquido de R$ 956,5 milhões. Parte dessa redução pode ser atribuída ao desempenho dos serviços fixos, cuja receita operacional líquida baixou 8,9% no mesmo intervalo, passando de R$ 3,2 bilhões para R$ 2,9 bilhões. Por outro lado, no segmento de mobilidade, a receita operacional líquida subiu 7% em um ano, passando de R$ 4,9 bilhões para R$ 5,3 bilhões.

Outro fator que contribuiu para a queda no lucro da empresa foi o aumento de 6,3% nos custos operacionais, que subiram de R$ 5,5 bilhões para R$ 5,8 bilhões, na comparação anual entre trimestres. O Ebitda da Telefônica/Vivo diminui 3,5% em um ano, baixando de R$ 2,85 bilhões para R$ 2,75 bilhões. E a margem Ebitda diminuiu 2,1 pontos percentuais, passando de 34,2% para 32,1%.

Entre março de 2012 e a março deste ano, o fluxo de caixa livre da companhia aumentou 2,5 vezes, passando de R$ 560 milhões para R$ 1,42 bilhão. A dívida líquida, por sua vez, caiu 75,3% nesse intervalo, baixando de R$ 2,66 bilhões para R$ 655  milhões.

Operação móvel

O total de acessos da empresa cresceu 0,9% entre março de 2012 e março deste ano, passando de 90 milhões para 90,9 milhões. O resultado foi puxado pelo segmento móvel, cujo total de acessos cresceu 1,6% no mesmo intervalo, de 74,78 milhões para 75,99 milhões.  O segmento fixo, ao contrário, registrou queda de 2,5%, baixando de 15,25 milhões para 14,87 milhões de acessos.

Em mobilidade, merece destaque o crescimento de 17,4% da base pós-paga da empresa, cujo número de linhas em serviço subiu de 16,62 milhões para 19,52 milhões em 12 meses. A empresa abocanhou 41,8% das adições líquidas de pós-pagos no Brasil entre janeiro e março deste ano. A base pós-paga agora representa 25,7% do total de clientes móveis da Telefônica/Vivo, maior percentual entre as operadoras brasileiras. A companhia detinha ao fim de março 37,1% de share no mercado pós-pago brasileiro. Um ano atrás era 36,5%.  A base pré-paga, por sua vez, diminuiu 2,9% em 12 meses, baixando de 58,16 milhões para 56,47 milhões. Entretanto, a empresa destaca que a receita com recargas aumentou 9% em um ano. Ou seja, a queda na base pré-paga não prejudicou o faturamento nesse segmento.

A receita média mensal por usuário (Arpu, na sigla em inglês) em mobilidade foi de R$ 23,1 no primeiro trimestre, contra R$ 22,4 um ano atrás. O crescimento de 3,4% foi puxado pela Arpu de dados, que subiu 14% nesse período, passando de R$ 6 para R$ 6,9. A Arpu de voz caiu 0,8%, de R$ 16,4 para R$ 16,3.

O tráfego total de minutos das linhas móveis no primeiro trimestre foi de 28 bilhões, o que representa um aumento de 11,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 25 bilhões de minutos.

Operação fixa

Em números absolutos, a maior queda na base de usuários fixos da Telefônica/Vivo aconteceu no serviço de voz residencial, que passou de 7,49 milhões de linhas para 7 milhões em 12 meses. Ou seja: houve uma perda de praticamente 0,5 milhão de assinantes. Em termos proporcionais, porém, o pior desempenho foi o do segmento de TV por assinatura, cuja base diminuiu 17,2% em um ano, passando de 683 mil para 566 mil assinantes. A explicação está na redução da base de clientes de MMDS, serviço cujo espectro está dando lugar para o lançamento das redes 4G. A Telefônica espera reverter essa tendência com a oferta de IPTV através de fibra óptica. Ao fim de março, a operadora passava sua fibra em 1,1 milhão de residências de São Paulo e a meta é alcançar 1,8 milhão em dezembro.

As únicas melhoras nas bases de serviços fixos foram registradas em banda larga fixa, cuja quantidade de assinantes aumentou 1,8% e atingiu 3,75 milhões de usuários, e em voz corporativa, que aumentou 5,2%, chegando a 2,95 milhões de acessos.

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