Faixa do MMDS pode ser aberta para outros serviços

Diante dos números declinantes de assinantes, os operadores de MMDS vão, aos poucos, mostrando sua estratégia para sobreviver no mercado de telecomunicações. O primeiro passo foi a solicitação para ampliação de área de cobertura das licenças, de 35 km para 50 km. O próximo passo será uma solicitação ainda mais ousada (e complexa). Querem que a Anatel altere a atribuição de serviços na faixa hoje designada apenas ao MMDS. Atualmente, o serviço de TV paga opera primariamente na faixa de 2,5 GHz, e tem a exclusividade sobre esta faixa do espectro. O pleito dos operadores vai no seguinte sentido: querem que a Anatel permita que na faixa de 2,5 GHz também possam ser prestados serviços de telefonia (fixa e móvel) e multimídia (SCM). Se a Anatel aceitar o pleito dos operadores (e isso só será feito após consulta pública), o cenário dos serviços wireless mudará radicalmente. De um lado, operadores de MMDS poderão ter um importante "upgrade" nas suas freqüências, o que facilitará para eles iniciativas em direção a novos mercados ou negociações com as teles e empresas de serviços limitados, e até com futuros operadores de 3G. Por outro lado, a faixa de 2,5 GHz deixa de ser exclusiva e ganha, portanto, maior valor de mercado. Trata-se de uma porção extremamente nobre do espectro, cobiçada por fornecedores e operadores de serviços móveis. A Anatel pode, então, cobrar de volta (para licitar a outros serviços) as freqüências atribuídas para operadores de MMDS que não estejam em operação efetiva ou cumprindo com suas obrigações. Ao que tudo indica, os operadores de MMDS preferem arriscar e buscarão a flexibilização do uso da faixa dos 2,5 GHz.

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