Educação conectada: como conciliar as diferentes políticas (e recursos)?

A TELETIME realiza, no próximo dia 12 de abril, em Brasília, o Seminário Educação Conectada. É o primeiro evento a discutir o papel do setor de telecomunicações nas políticas de conectividade para escolas e estudantes, que em 2022 devem começar a ser impulsionadas pelos projetos a serem custeados com os recursos do leilão de 5G (cerca de R$ 3,1 bilhões), Fust (em torno de R$ 200 milhões por ano), além de programas em fase de implantação ou em vigor, como o Internet Brasil, Gesac e outros custeados pelo Programa Educação Conectada do Ministério da Educação do Ministério da Educação (.

Segundo estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) realizados em conjunto com a Anatel, como parte do acordo de cooperação firmado em 2021 "Crowdsourcing for Digital Connectivity in Brazil – C2DB", uma das melhores estratégias para suprir os déficits de conectividade ainda existentes (e que em 2020 afetavam 19,7 milhões de pessoas) seria levar acesso banda larga a 21,2 mil escolas hoje desconectadas. Isso porque estas escolas tendem a estar em localidades com maiores aglomerações populacionais, o que faz com que os benefícios gerados pela presença de uma infraestrutura nestas localidades sejam potencializados. Suprindo os gaps de conectividade, estima o BID, há potencial de aumento no PIB de 2,4% caso os gaps de conectividade sejam cobertos.

Mas existe o desafio de custo: para conectar estas áreas desconectadas, a estimativa do BID é a necessidade de investimentos públicos e privados é da ordem de US$ 9 bilhões (cerca de R$ 45 bilhões) e um custo operacional (Opex) de US$ 285 milhões (R$ 1,4 bilhão) ao ano. Mas há potencial de receitas de US$ 1,266 bilhão ao ano a partir do décimo ano, segundo estimativas do estudo.

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O evento Educação Conectada discute estes diagnósticos e estratégias, assim como as fontes de receita e as ações desenvolvidas pelo setor privado. Confira os participantes confirmados no evento. As inscrições são gratuitas para operadoras de telecomunicações, e podem ser feitas pelo email eventos@teletime.com.br ou pelo site:

Painel 1 -09:00 | 10:30 –Diagnóstico para políticas assertivas

Este painel mapeia os principais desafios para ampliação da conectividade em escolas e os pontos que merecem atenção das políticas públicas

Palestrantes:

  • Mauro Luiz Rabelo, secretário de educação básica do Ministério da Educação
  • Cristieni Castilhos, CEO da MegaEdu

Painel 2 –11:00 | 12:30 –A conciliação das políticas públicas

Do programa Internet Brasil do MCOM aos compromissos do edital de 5G, passando por projetos como o PIEC do Ministério da Educação, não faltam iniciativas de conectividade. Mas como coordenar esforços?

Palestrantes:

  • Pedro Lucas Araújo, diretor de investimentos e inovação do Ministério das Comunicações
  • Ana Caroline Santos Calazans Vilasboas, diretora de articulação e apoio às redes de educação básica, Min. da Educação
  • Paulo Gomes Gonçalves, auditor da SecexEducação do TCU
  • Francisco Giacomini Soares, VP de rel. institucionais da Qualcomm
  • Giuseppe Marrara, diretor de políticas públicas da Cisco

Painel 3 –14:00 | 15:15 –O papel das operadoras

Como empresas de telecomunicações e atores privados podem contribuir para programas de ampliação da conectividade e aplicações digitais a escolas, alunos e profissionais de educação?

Debatedores:

  • Tomas Fuchs, presidente da Datora
  • Márcio Couto Lindo, Diretor de ESG da TIM Brasil
  • Nelson Simões, diretor geral da RNP
  • Bruno Zitnick, diretor de assuntos institucionais e governamentais da Huawei

 Sessão especial (vídeo) 15:15 – 15:30 – A experiência da Education SuperHighway nos EUA

Entrevistado: Evan Marwell, founder e CEO da Education SuperHighway

Painel 4 –16:00 | 17:30 –Para além da conectividade

A conectividade é essencial para levar a educação ao mundo digital, mas e depois? Como conciliar uma escola conectada com aplicações digitais e propostas educacionais inovadoras?

Debatedores:

  • Daniely Gomiero, diretora de comunicação corporativa da Claro e VP de projetos do Instituto Claro
  • Lia Glaz, gerente sênior de Educação da Fundação Telefônica Vivo
  • Marise de Luca, Líder de Conectividade da Grupo Mulheres do Brasil
  • Thalles Gomes, Grupo de Conectividade para Educação do CIEB
  • Milene Franco Pereira, gerente sênior de relações governamentais da Qualcomm

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