Telecom Italia garante que transações de bonds e da Argentina foram legítimas

Respondendo à solicitação da Commissione Nazionale per le Società e la Borsa (Consob), a Telecom Italia (TI) detalhou os processos que resultaram na emissão de títulos conversíveis em ações ordinárias e na venda da participação majoritária na Telecom Argentina. Em comunicado ao mercado nesta sexta-feira, 6, o board da companhia italiana informou à Consob que julga ambas as transações válidas, e que as medidas tomadas foram legítimas.

A emissão dos títulos conversíveis em ações ordinárias, que previa a geração de 1,3 bilhão de euros, deu prioridade para três entidades. A empresa de investimentos norte-americana BlackRock ficou com 15,38% do total após investir 200 milhões de euros. Já a Telefónica ficou com 7,92% do total, investimento de 103 milhões de euros. A empresa de gerenciamento de ativos Och Ziff Capital Management, por sua vez, ficou com 3,08% dos bonds ao investir 40 milhões de euros. Outro acionista da holding Telco, controladora da Telecom Italia com 22,4% do capital, também subscreveu à emissão, embora com investimento mais modesto: a Banca IMI, uma subsidiária da Intesa Sanpaolo, pela quantia de 2 milhões de euros.

A Telecom Italia ressalta que a Telefónica não está registrada diretamente como acionista na companhia italiana, afirmando que essa indicação de prioridade se deu pela natureza de “mero veículo”, já que possui participação indireta através da holding Telco (na qual detém 44,6% do capital). Outra ressalva: se a TI falhar na aprovação para aumento de capital na assembleia de acionistas prevista para o dia 28 de fevereiro de 2014, os títulos permitem uma conversão antecipada para o emissor.

A controladora da TIM Brasil diz que, durante assembleia em novembro para discutir a emissão dos títulos, o chairman da Telefónica, César Alierta, declarou intenção de investimento. “Nenhum diretor fez uma declaração formal de interesse na operação”, justifica a Telecom Italia. O controle de risco contratado pela empresa, por sua vez, justificou ao dizer que a operação é de “uma importância maior”. A companhia declara ainda que a subscrição dos títulos por parte dos investidores definitivos era de mais interesse da TI do que investidores ocasionais, que poderiam revender as ações ordinárias assim que convertidas. Com o laudo de uma firma independente em mãos, o board da Telecom Italia considerou que as “condições econômicas da operação são corretas”.

Na reunião da última quarta-feira, 4, o board da holding italiana decidiu então considerar que a operação não traria riscos “devido às características do processo”. A TI diz que as condições (como o investimento da Telefónica ou eventuais comunicações entre a gerência da companhia e os acionistas da Telco) “não influenciaram de forma alguma as condições da operação”.

Da mesma forma, a Telecom Italia justificou que a venda da participação de capital na Telecom Argentina tem como finalidade “fortalecer a posição financeira do grupo”, conforme já haviam falado antes, durante o anúncio da transação. A venda ficou acertada com o Fintech Group pela quantia de US$ 960 milhões, comprometendo-se a transferir 22,72% do capital que detinha na operadora argentina por meio das subsidiárias Telecom Italia International, Sofora Telecomunicaciones, Nortel Inversora e Tierra Argentea.

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