UIT aprova em Dubai padrão de inspeção de pacotes de rede

Embora cercada de controvérsia, a Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais (WCIT-12) em Dubai já começa a apresentar seus primeiros frutos. A União Internacional de Telecomunicações (UIT) apresentou nesta quinta-feira, 6, a aprovação do novo padrão de inspeção profunda de pacotes de rede (DPI, na sigla em inglês), que deverá permitir a provedores gerenciar o tráfego de rede "de maneira mais eficiente, aumentando a qualidade de serviço e experiência dos usuários". A entidade assegura que, apesar da visibilidade, os dados e seus remetentes/destinatários terão a privacidade garantida.

No argumento da UIT, com essa padronização, os provedores de serviço de Internet (ISP) podem analisar o tráfego de pacotes e, assim, otimizar os custos e investimentos em demanda de infraestrutura de rede, caso necessário. A entidade afirma que durante a assembleia de padronização das telecomunicações mundiais (WTSA), também realizada em Dubai, em novembro, foram "resolvidas algumas preocupações sobre a manutenção da privacidade após se notar que o padrão lida com a identificação da aplicação utilizada, em vez de inspecionar o conteúdo dos usuários", de acordo com o comunicado. A UIT garante que as informações privadas não podem ser acessadas, além de permitir medidas para assegurar a identidade anônima da correspondência.

O padrão, chamado de ITU-T Y.2770, foi produto do Grupo de Trabalho 13 e menciona redes futuras, incluindo banda larga móvel e redes de próxima geração (NGN). O estudo permitirá o gerenciamento por aplicação de redes, dando aos provedores de serviços de Internet dados mais precisos para lidar com a grande demanda de tráfego de aplicações, que constantemente mudam as portas de comunicação e protocolos – além de identificar mesmo com as versões baseadas em web dessas plataformas. Segundo a UIT, o padrão consegue identificar inequivocadamente e gerenciar as aplicações de rede por assinatura, protocolo e porta.

O ITU-T Y.2770 diz que "implementadores e usuários das técnicas descritas devem atender a todas as leis, regulamentações e políticas nacionais e regionais aplicáveis". O padrão ainda se refere a trabalhos complementares de arquiteturas de gerenciamento inteligente de tráfego.

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