Telecom Italia recusa oferta do egípcio Sawiris

O conselho de administração da Telecom Italia, holding que no Brasil controla a TIM, se reuniu nesta quinta-feira, 6, com uma missão nada simples: decidir o futuro da companhia italiana, que luta com uma dívida líquida que ao final de setembro batia a casa dos 29,5 bilhões de euros.

Entre as decisões mais aguardadas estava a avaliação da proposta de injeção de capital do empresário egípcio Naguib Sawiris, dono da Orascom, de 3 bilhões de euros, e que foi recusada pelo board da Telecom Italia. Em nota, a empresa diz apenas que "após avaliação, o board decidiu por não dar prosseguimento" à oferta. A oferta de Sawiris precificava as ações da Telecom Italia por seu valor atual de mercado, de 0,70 euro por ação, mas os acionistas da holding italiana queriam 1,50 euro por ação.

O interesse na brasileira GVT também teria sido discutido nesta reunião, mas o comunicado das deliberações do conselho sequer faz menção a ela. A injeção de capital egípcio seria a melhor possibilidade para que a Telecom Italia fizesse uma oferta e entrasse na disputa pela subsidiária do grupo francês Vivendi, da qual já participam DirecTV (controladora da Sky no Brasil), Liberty Global e ainda dois fundos de investimentos.

Spin-off

A Telecom Italia mantém na mesa duas possibilidades de capitalização. Uma é o spin-off de sua rede de acesso fixa. O conselho de administração decidiu dar poderes aos gestores da companhia "para prosseguir com a investigação das condições para possível participação da Cassa Depositi e Prestiti (um fundo de capital estatal) no capital de uma companhia a ser criada para gerenciar a rede de acesso".

A segunda é a venda de sua unidade de televisão, a Telecom Italia Media. A holding recebeu duas propostas pela divisão e agora quer tentar melhores condições nas duas propostas, que seguem para fase final de lances.

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