Orange faz teste com 5G em planta industrial na França

Foto: Pixabay

A Orange, operadora de telecomunicações com forte atuação na Europa, e a Schneider Electric, empresa de automação digital anunciaram nesta terça-feira, 6, a primeira implantação de 5G em ambiente interno no setor industrial na França. O teste contou com uma frequência experimental e está em operação desde março. O projeto de aconteceu na fábrica de Le Vaudreuil, utiliza o 5G em um ambiente industrial moderno para entregar soluções de conectividade confiáveis, escaláveis e sustentáveis para as necessidades industriais futuras.

Como a tecnologia 5G utiliza baixa latência, possui uma alta capacidade de processamento e permite o uso fragmentado da rede, o setor industrial enxerga na nova tecnologia uma chance de melhorar processos industriais e métodos de trabalho, segundo a Orange e a Schneider.

As empresas afirmam que o 5G pode ser uma alavanca competitiva para as empresas, pois permitirá melhorias perceptíveis nos processos industriais e métodos de trabalho, principalmente por meio de uma realidade mista (aumentada e virtual). "No setor industrial, a solução ajudará a sincronizar em tempo real grandes quantidades de dados, que são essenciais para aumentar o desempenho, facilitar o trabalho remoto e garantir eficiências de produção ideais", diz comunicado das duas empresas.

Inovação na indústria

Os testes internos tiveram como base dois casos de uso: realidade aumentada aplicada às atividades do técnico de manutenção e a implementação de um robô de tele-presença para visitas remotas. A Orange e a Scnheider utilizam o rádio Nokia AirScale e as frequências experimentais foram alocadas pela autoridade reguladora francesa.

Os testes utilizaram cinco antenas 5G internas, que foram instaladas dentro de um espaço da fábrica, cobrindo cerca de 2 mil metros quadrados de área de produção com velocidades de download acima de 1 Gbps. Foi empregada uma arquitetura de rede experimental que permite o processamento local de dados com tecnologias de ponta.

O uso industrial do 5G

No primeiro teste, as equipes conectaram tablets a 5G usando o aplicativo de realidade aumentada da Schneider Electric chamado EcoStruxure Augmented Operator Advisor (AOA). Essa ferramenta permite que os operadores sobreponham dados em tempo real e objetos virtuais em um gabinete, máquina ou planta inteira. O objetivo é testar a funcionalidade futura com latência mínima e taxa de transferência máxima.

Os operadores que usam o aplicativo AOA por meio de seu tablet conectado ao 5G filmam uma máquina e acessam informações sobre seu status e manutenção futura, tudo hospedado na nuvem em tempo real. Essa solução ajuda a reduzir o tempo de inatividade da máquina e simplificar as operações de manutenção, ao mesmo tempo que minimiza o erro humano. Por exemplo, dados de temperatura de uma máquina de enrolamento de bobina podem sinalizar quando ela está superaquecendo e uma peça precisa ser substituída.

O segundo caso de uso testado pela Schneider Electric e Orange foi com um robô de tele-presença móvel AXYN. O 5G foi empregado para, eventualmente, organizar visitas remotas a Le Vaudreuil (comunidade francesa). O desempenho do 5G permite que um vídeo de alta qualidade seja usado com o mínimo de atraso nas interações virtuais entre o visitante e o guia da Schneider Electric que acompanha o robô em todo o local. A empresa entende que isso ajudará a minimizar o tempo e os custos de viagem, além de reduzir a emissão de carbono.

"Para usufruir ao máximo desta nova rede móvel, os operadores, os agentes industriais, as autoridades públicas e as empresas terão de trabalhar em conjunto. Na Orange, acreditamos em uma abordagem de construção com conjunto", afirma Stéphane Richard, presidente e CEO da Orange.

"O piloto conduzido com a Orange em Le Vaudreuil em uma vitrine industrial da Schneider Electric valida muitos casos de uso do 5G: realidade aumentada, acesso remoto em qualquer lugar e em tempo real aos dados. A confiabilidade, escalabilidade e durabilidade do 5G o tornam uma solução de conectividade bem adaptada à indústria 4.0, para maior resiliência, competitividade e sustentabilidade", acrescenta Jean-Pascal Tricoire, presidente e CEO da Schneider Electric.

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