Novo ministro pode postergar switch-off em Rio Verde e exigir melhor serviços das teles

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O ministro das Comunicações, André Figueiredo, admitiu nesta terça-feira, 6, que pode postergar o desligamento do sinal analógico de TV de Rio Verde, município goiano escolhido como projeto-piloto do switch-off. Ele afirmou que há uma demanda dos radiodifusores nesse sentido, que temem deixar parte da população sem acesso à TV aberta. "Vamos dialogar com o setor, inclusive a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) para que possamos tomar decisões sem ser de forma açodada", disse.

Figueiredo, que falou após a solenidade de transmissão de cargo no Minicom, destacou outras prioridades, como a migração das rádios AM para FM e a inclusão digital, por meio da ampliação do Programa Nacional de Banda Larga, que diz ser uma prioridade da presidente Dilma Rousseff. "Essa é uma premissa básica. Nós queremos que milhões de brasileiros possam estar integrados, interligados digitalmente, especialmente das regiões mais longínquas, das regiões Norte e Nordeste onde ainda existe uma disparidade muito grande. Na faixa litorânea e nas regiões Sul e Sudeste com certeza vão ter uma inclusão em patamares bem maiores do que o atual", afirmou.

Figueiredo reconhece que o financiamento desse programa no atual momento do País não será fácil, mas acredita que os investimentos que as empresas farão em função de assinatura dos Termos de Ajustamento de Condutas (TAC) e emendas parlamentares poderão driblar as dificuldades iniciais. "Sou acostumado a lutar, a tirar leite de pedra. Certamente em 2016 teremos números de acessos, não na dimensão que gostaríamos, porém bem mais significativos que os de 2015", disse.

Outra pauta do ministro é melhorar a qualidade do serviço celular que, segundo ele, não tem um grau de satisfação elevado. "Queremos juntar as teles para que possamos definir um padrão e quais as medidas que poderemos tomar para que num curto espaço de tempo o cidadão brasileiro possa ser melhor atendido em termos de telefonia celular", afirmou.

Sobre o Gesac, Figueiredo disse que quer reduzir custos do programa. "Nós vamos discutir os custos elevados de antenas, locação de espaço, mas não vamos cortar nada. Apenas queremos discutir inclusive com ministérios, que também têm o acesso às antenas do Gesac, que possam compartilhar conosco os custos, mesmo tendo o Ministério das Comunicações de coordenar a rede", ressaltou.

O ministro descartou a possibilidade de regular a mídia eletrônica. "Não vamos regular nada. Nós queremos aperfeiçoar e atualizar a legislação, mas sempre dialogando com os segmentos que fazem a mídia, tanto na área social como comercial", disse. Figueiredo disse ainda que vai procurar o grupo que está estudando a revisão da Lei Geral de Telecomunicações (LGT), criado por Berzoini, para se inteirar.

Sobre a nova equipe, o novo ministro disse que ainda está montando.

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