Convergência entre Claro e Net chega ao compartilhamento de franquia

A integração entre as operações da Net e da Claro finalmente começaram a se materializar em uma oferta convergente quadruple play. O Combo Multi, que até então oferecia apenas vantagens comerciais como desconto para compra de aparelhos e na franquia de telefonia móvel, evoluiu. O modelo agora passa a ser o do Net Fone, ou seja, a Net vende e cuida do cliente, e a Claro entra com a infraestrutura e licença.

Agora, a partir de R$ 149,90, assinantes que já têm um pacote de TV e de banda larga da Net poderão contratar também uma franquia de telefonia única que agrega o Net Fone e um celular Claro com ligações gratuitas ilimitadas para qualquer telefone fixo de qualquer operadora, mesmo em chamadas de longa distância (desde que utilize o código 21), chamadas gratuitas entre Net Fones e celulares Claro, SMS ilimitado, além do compartilhamento de minutos de chamadas para outras operadoras móveis e da franquia de dados entre os celulares Claro do plano família. São dois planos móveis, um de 100 minutos e outro de 600 minutos. Para quem optar pela portabilidade, as franquias de dados são de 2 GB e de 5 GB, respectivamente. Para quem não quiser portar o número, franquias de 500 MB e 2 GB.

"Fizemos todo um investimento conjunto com o objetivo de garantir uma experiência única com a melhor qualidade para os nossos clientes, que terão uma fatura única e um canal de atendimento só", conta o presidente da Claro, Carlos Zenteno. O presidente da Net, José Felix, explica que os clientes do combo terão uma área de atendimento dedicada dentro do call center da Net e que todas as cidades cobertas, incluindo as 44 novas operações, terão o Combo Multi.

O Combo Multi permite até cinco linhas móveis, segundo o diretor de produtos e serviços da Net, Márcio Carvalho, que custam R$ 49,90 cada.

Consolidação

A integração das operações da Net, da Claro e da Embratel, todas controladas pela América Móvil, do bilionário mexicano Carlos Slim, continua avançando, mas uma consolidação sob um único CNPJ ainda é um projeto para "alguns anos", na estimativa de Zenteno, da Claro.

"Hoje já temos uma área de engenharia e operação de rede única para todas as empresas; o mesmo acontece com os departamentos de TI, jurídico e regulatório. Mas apesar dos esforços de sinergia, nosso alinhamento é de que cada companhia trabalhe seus negócios separados. Simplificar a estrutura societária é outra coisa. Vai acontecer, mas é um plano de vários anos".

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