Novo crash pode atingir bolsa nos EUA

Analista de risco de uma das maiores administradoras de fundos do Brasil acredita que o período de setembro a novembro deverá ser crítico para as bolsas norte-americanas, com reflexos negativos nos países emergentes. Ele chama a atenção para a crescente pressão sobre as taxas da renda fixa nos Estados Unidos, atraindo recursos ora destinados ao mercado de renda variável, inclusive ao setor de telecomunicações, bastante fragilizado.
O crescente déficit fiscal do país (US$ 450 bilhões este ano), que requer do Tesouro americano o aumento extra de emissão de títulos públicos para seu financiamento, não apenas faz com que os analistas acreditem em alguma pressão inflacionária no futuro, como na exigência de prêmios mais altos cobrados pelos investidores na compra desses papéis. As empresas que financiam imóveis (o grande motor do consumo nos últimos três anos) já estão sentindo na pele a dificuldade: não conseguem proteger suas operações com hedge de juros a um custo compatível com as taxas cobradas dos mutuários.
Os meses de setembro a outubro são citados porque é uma das ocasiões em que os fundos de pensão fazem seus ajustes.

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