Ruckus propõe que tráfego Wi-Fi seja tratado pelo core das teles

As operadoras de telecomunicações brasileiras estão investindo cada vez mais em redes Wi-Fi, vide os recentes anúncios de Oi, Claro/Net e TIM, por exemplo. Mas ainda falta juntar o planejamento das redes, ou seja, pensar a expansão de suas infraestruturas tradicionais (sejam fixas ou móveis) com a instalação de hotspots Wi-Fi. "As teles brasileiras estão começando a entender que esse planejamento deve ser feito em conjunto", comenta Jussi Koria, diretor regional de vendas da Ruckus Wireless para operadoras no Brasil e no Cone Sul.

Dentro desse contexto de planejamento de redes heterogêneas, ou seja, que misturam várias tecnologias de acesso, como Wi-Fi e rede móvel, a Ruckus traz para o mercado brasileiro um gateway cuja proposta é levar o tráfego Wi-Fi para o core das operadoras. O produto, chamado de Smartcell Gateway, já é usado pela Vodafone no exterior, mas ainda não foi adotado no Brasil. A ideia é permitir um melhor controle do tráfego Wi-Fi, aplicando a ele políticas de uso comuns àquelas das redes móveis. Uma das possibilidades seria criar franquias de dados também para o consumo via Wi-Fi, que poderiam ser diferentes daquelas dos planos móveis.

O executivo enxerga três tipos de estratégia Wi-Fi entre as operadoras de telecomunicações brasileiras. Para algumas, especialmente as móveis, o foco está em desafogar a rede 3G. Para outras, como as de TV por assinatura, o objetivo é a fidelização do cliente. E para teles convergentes, uma rede Wi-Fi pode representar uma nova fonte de receita, como parte de uma oferta de soluções para o mercado corporativo.

Seja qual for a estratégia, Koria entende que não há como uma operadora ficar de fora dessa onda. Ele cita algumas projeções de mercado para justificar isso. Entre 2010 e 2020, a capacidade das redes celulares deve crescer cerca de 25 vezes, considerando a ampliação do espectro e a adoção de novas tecnologias mais eficientes, como o LTE. Contudo, no mesmo período, o tráfego de dados em dispositivos móveis no mundo vai aumentar 53 vezes. Ou seja: a rede celular não será capaz, sozinha, de dar conta desta demanda, o que obriga as teles a buscar alternativas, como o Wi-Fi.

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