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Mais de 6 milhões de usuários foram afetados por furtos de cabos em 2021, diz Feninfra

Dados divulgados pela Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática (Feninfra) nesta sexta-feira, 6, mostram que o número de roubo de cabos de telecomunicações superou a marca de 4 mil km pelo terceiro mês seguido. A pratica criminosa prejudicou mais de 6 milhões de usuários de telecomunicações em 2021.

Estes crimes prejudicaram também o fornecimento de serviços aos clientes das empresas regulares, observa a dirigente. Os roubos e furtos de cabos afetaram mais de 6 milhões de usuários de telecomunicações em 2021, com interrupções totais ou parciais de serviços.
“Os roubos e furtos de cabos podem afetar serviços essenciais para um grande número de usuários. Há muitos negócios, inclusive, que podem ficar completamente paralisados após as ações criminosas, o que resulta em prejuízos incalculáveis”, avalia Vivien Suruagy, presidente da Feninfra.

“É preciso punir empresas que compram cabos roubados. Por isso, defendemos maior atuação das forças de segurança e que a lei para punir estes crimes seja mais rígida”, diz a executiva. Tramitam no Congresso dois Projetos de Lei nesse sentido, 5.845 e 5.846, de 2016, que ampliam as penas dos crimes dos que cometem estes delitos. Os dois textos têm apoio do setor de telecomunicações.

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O total apurado em 2021 foi de 4,12 mil km, uma queda de 11% em relação a 2020, quando foram roubados e furtados 4,6 mil km de ligações. “Houve uma pequena queda, mas os números continuam altamente preocupantes”, alerta Vivien Suaruagy. O estado de São Paulo registrou o maior número, com mais de 1 milhão de metros.

Segundo a entidade, o elevado número de furtos e roubos dessa infraestrutura prejudica os consumidores, estimula o funcionamento de empresas que atuam ilegalmente e contribui para precarizar os serviços do setor.

“São fragmentos de redes de serviços diversos, como telefonia fixa e celular, TV a cabo e de tráfego de dados na internet, que muitas vezes são comprados por empresas que atuam na ilegalidade”, afirma. “Além de comercializados ilegalmente, são serviços que têm péssima qualidade, até porque não são regulados por qualquer entidade, diferentemente das empresas que atuam dentro da lei, inclusive na área trabalhista. O resultado é a precarização dos serviços”, complementa a presidente da Feninfra.

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