Cenário para pré-pago em abril foi melhor que no final de março, afirma Vivo

[Matéria atualizada] Após destacar no balanço financeiro do primeiro trimestre uma queda na atividade comercial durante as últimas semanas de março por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19), a Vivo afirma ter percebido uma melhora de cenário em abril, impactando o segmento pré-pago e a venda de aparelhos.

As considerações foram feitas pelo CEO da operadora, Christian Gebara, em teleconferência com analistas realizada nesta quarta-feira, 6. "Nas duas últimas semanas de março, todas as nossas as lojas e os pontos de recargas foram fechados, então com as pessoas em casa, nós tivemos uma queda significativa no pré-pago [no mês]", afirmou.

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"Já em abril, nós vimos mais pessoas saindo do que antes e, ao mesmo tempo, uma melhora no pré-pago em relação com o fim de março", prosseguiu o executivo. De acordo com Gebara, a tendência na Vivo para o pré-pago era positiva em janeiro e fevereiro; com o impacto do isolamento social em março, as receitas do segmento recuaram 0,5% no trimestre.

Aparelhos

A queda na venda de aparelhos (de 2,9% no trimestre) também afetou o resultado do negócio móvel no período, uma vez que mesmo as vendas por e-commerce foram afetadas com o receio do coronavírus, além das realizadas em pontos físicos. Ainda que também vendo um mês de abril melhor do que o final de março, a operadora vê um cenário de incertezas no segmento.

Gebara relata que cerca de 50% das 1,3 mil lojas físicas da Vivo foram reabertas, mas apenas em cidades de menor porte, com pontos em grandes capitais ainda fechados. "Algumas pessoas voltaram para os canais, mesmo aos digitais, mas precisamos esperar para ver qual será a evolução", afirmou Gebara.

O executivo lembra que o impacto do aumento do dólar no preço dos smartphones ainda precisa ser quantificado. Por outro lado, com restrições nas viagens internacionais, a Vivo avalia que mais pessoas que compravam aparelhos fora do País devem passar a realizar a aquisição no Brasil.

Saída para a crise

"É cedo para dizer qual vai ser o impacto [do covid-19] daqui pra frente", pontuou Gebara. "Ainda precisamos ver se processo de retorno [do isolamento social] vai dar certo ou se ele vai durar e como vai ser o desempenho do desemprego. São muitas variáveis que não controlamos".

Questionado se o maior uso de redes fixas pode gerar um impacto negativo no segmento pós-pago, Gebara afirmou acreditar que não. "O pós-pago tem outros benefícios além de consumo de dados. Não sabemos como vai ser o comportamento, mas vimos alguns números nos quais mais de 50% das pessoas estão saindo de casa, então elas estão usando mobilidade", notou.

Segundo o CEO da Vivo, a empresa também tem percebido um aumento no consumo de serviços de valor adicionado (SVAs) associados aos planos pós-pagos, como serviços de vídeo, games e revistas.

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