Para Liberty Global, FCC presume culpa dos operadores de banda larga

A reação dos operadores de TV a cabo ao discurso do presidente da FCC, Tom Wheeler, durante a INTX 2015, que acontece esta semana em Chicago, deixou muito claro que as relações entre a indústra de provedores de banda larga e o órgão regulador norte americano nunca estiveram tão ruins, pelo menos na história recente. Quem melhor definiu a suatuação foi o CEO da Liberty Global, uma das maiores operadoras de cabo do mundo mas que não opera nos EUA, e talvez por isso tenha se sentido mais a vontade para expressar o sentimento dos demais operadores.

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"Eu fiquei perplexo (com a fala de Tom Wheeler). A FCC está presumindo a culpa dos operadores por algo que ainda não aconteceu". Segundo Fries, houve um tempo em que os reguladores europeus (onde estão a maior parte das operações da Liberty) olhavam a FCC como referência regulatória, mas agora, na questão da neutralidade e da regulação de Internet, isso não está mais acontecendo. "A postura regulatória é muito mais leve e não parte do princípio que você vai fazer algo errado", disse, sob aplausos da plateia.

Para Patrick Esser, presidente da operadora de TV a cabo Cox, a FCC está misturando duas coisas que não deveriam ser misturadas. "Uma coisa é a neutralidade, e faz 18 anos que provamos todos os dias nosso compromisso com a neutralidade, não bloqueando nem prejudicando serviços na Internet. Outra coisa é classificar a banda larga com uma regra dos anos 30 que permite regular preços. Isso coloca nossos investimentos em risco", disse ele.

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