Oi acerta com programadores para serviço de DTH

O prazo que a Oi trabalhava inicialmente para estrear a sua operação de DTH (abril), acabou não sendo cumprido, o que não quer dizer que as coisas não tenham evoluído nesse período. Segundo apurou este noticiário, depois de rodadas duríssimas de negociação, finalmente a operadora conseguiu fechar a contratação de programação junto aos principais fornecedores internacionais. Existem alguns acertos finais, mas preço e empacotamento, que eram os pontos mais críticos, já estão fechados. Com isso, a expectativa de mercado é que a operação esteja no ar em pouco mais de um mês.
A Oi criou, junto aos programadores, uma expectativa grande em relação à sua capacidade de crescimento. Este foi, aliás, o principal argumento para convencer os canais a aceitarem as condições pedidas. Segundo relatos ouvidos por este noticiário junto a fontes que acompanharam as conversas, os preços estão agressivamente baixos, para que o pacote de entrada seja realmente barato. E, mais importante, há uma grande quantidade de canais no pacote inicial. A compensação dada aos programadores para que aceitassem essas condições foram cláusulas de desempenho, que se não forem cumpridas em um determinado período forçarão a renegociação dos valores para cima.
A Oi assinou formalmente o contrato com a Telefônica e a decisão de operar utilizando a plataforma da tele espanhola no Peru está mantida. A questão da vulnerabilidade do sinal no DTH, ao que tudo indica, não é mais um problema. A Nagra (provedora do sistema de acesso condicional) já está com duas criptografias simultâneas, sendo que a utilizada pela Oi é a Nagra 142 (a mesma da Embratel), que nunca foi quebrada e para a qual não há caixas piratas no mercado.

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Existe ainda a expectativa do que será feito com o sinal quebrado, pois isso está afetando fortemente as vendas das operadoras, sobretudo no Sul do país, mas esse é um problema que só depende da Telefônica, já que envolve a troca dos cartões de acesso condicional da maior parte de sua base. Segundo fontes de mercado, a Telefônica já teria decidido fazer a troca dos cartões.
A Oi também deve iniciar suas operações utilizando como fornecedor de set-top a Echostar (que não tem mais nenhuma relação com a operadora de DTH Dish, nos EUA). Antenas e LNB serão Telesystem e Brasiltec. A rede de distribuição está praticamente montada e envolve, basicamente, os antenistas, que poderão optar por dois modelos: apenas instaladores ou instaladores e representantes de venda simultaneamente.
Outra aposta da Oi é no bundle de uma programação de menor custo com serviço de banda larga e voz da operadora fixa. A estratégia comercial é guardada a sete chaves, mas tudo indica que essa será a grande aposta da operadora.

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