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Valenet mira expansão em Minas Gerais com aquisições e rede neutra

Michele Reis, da Valenet

Uma das principais provedoras regionais de banda larga no estado de Minas Gerais, a Valenet está projetando um crescimento de 50% na base de assinantes em 2023 com ajuda de aquisições e parcerias para expansão de rede, incluindo redes neutras. Já a inadimplência seria um desafio.

O porto de partida para a estratégia serão os mais de 160 mil acessos no estado após aquisição recente da CMT. Ao TELETIME, a companhia fundada em Itabira (MG) afirmou estar concentrada em novas aquisições das mesmas dimensões (de 15 a 20 mil assinantes) em 2023, inclusive para acelerar o crescimento na capital Belo Horizonte.

Dois alvos estariam em fase final de negociação, o que já atenderia parte da meta de 80 mil novos clientes para o ano. Segundo o diretor operacional e fundador da Valenet, Emerson Reis, a empresa tem capacidade de geração de caixa e acesso para captação de recursos que permitiriam a execução da estratégia. Para 2023, a provedora trabalha com projeção de faturamento de R$ 250 milhões.

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“Há grande pulverização de provedores e acredito que o mercado tem que passar por consolidação. Quem está melhor estruturado deve provocá-la”, afirmou o diretor da Valenet, que já protagonizou 10 aquisições em Minas Gerais sem contar com sócios estratégicos.

A maior dificuldade para absorção de clientes de forma orgânica em 2022 também é um aspecto considerado. Para seguir crescendo a base, a Valenet ainda estuda a utilização de redes neutras, relata a diretora comercial e fundadora da operadora de banda larga, Michele Reis.

Segundo a executiva, o controle de critérios como qualidade, instalação e atendimento será essencial para o sucesso de conversas em curso com mais de um player de FTTH neutro. Mercado onde o modelo poderia ser usado é a própria região de Belo Horizonte, onde o número grande competidores tem impedido uma expansão mais rápida (a empresa tem 16 mil acessos na capital). Um eventual ingresso em outros estados também poderia utilizar a rede neutra de fibra.

Estímulos

Hoje, a Valenet teria cerca de 1 milhão de casas passadas (HPs) com fibra e uma taxa de ocupação de rede por clientes de cerca de 16%, que pode ser incrementada ao longo do ano, acredita a empresa.

Parte do estímulo poderia vir de políticas de subsídios ao consumo em áreas vulneráveis, defendeu a operadora, pedindo atenção do governo federal ao tema. “Se esperarmos a melhora da renda e a geração de emprego, vamos continuar com mais de um quarto do Brasil desconectado”, afirmou Emerson Reis.

Hoje, o grande vilão para a operação da empresa seria justamente a inadimplência, causadora de mais de 50% do churn de clientes da operadora regional. No cenário competitivo acirrado, provedores regionais estariam “tomando inadimplentes” um dos outros, avalia a empresa – que também cobrou melhores dinâmicas de proteção ao crédito dentro do setor de telecom, como uma entidade centralizada para gestão de informações.

Por outro lado, um destaque no âmbito comercial seria proposta que oferece pontos de acesso mesh para clientes de banda larga fixa, no regime de locação. Hoje, 90 mil equipamentos para ampliação da cobertura WiFi estão instalados a partir do formato de pagamentos mensais.

B2B

O segmento corporativo também é visto como de crescimento. Michele Reis reporta que um quarto das receitas da Valenet vem do B2B, em patamar ainda maior no caso da recém-adquirida CMT. O foco são contas grandes e médias, além de fatia relevante de prefeituras nas cidades onde atua.

Uma das próximas apostas da operadora devem ser soluções para cidades inteligentes (smart cities), passando por controle de tráfego, serviços de videomonitoramento, comunicação em serviços essenciais e WiFi público. Um piloto da abordagem terá como palco Itabira, com a instalação de hotspots na cidade.

Sobre a demanda de operadoras 5G pelos ativos de fibra dos provedores, Emerson Reis aponta que há mais interesse das grandes por parcerias para swap de fibra do que contratação de capacidade para a conexão de torres. A própria Valenet tem flexibilizado política interna e negociado swaps que devem viabilizar uma rota BH-São Paulo-Rio ao lado de duas operadoras, reduzindo custos operacionais de transporte. A empresa mineira também mira acordos para o Espírito Santo.

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