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Claro pede condicionantes na venda de torres da Telxius para American Tower

Provocadas pelo Cade, uma série de operadoras de telecom e de infraestrutura manifestaram suas visões sobre a compra do negócio de torres da Telxius (parte do grupo Telefónica) pela American Tower. Para a Claro, condicionantes devem ser fixadas para aprovação da transação.

“A American Tower é a maior empresa deste segmento no Brasil, portanto com participação de mercado significativa e elevado poder de negociação”, afirmou a operadora. “Apesar da aquisição da Telxius parecer não representar mudança significativa na concentração existente, entendemos importante que sejam estabelecidas condições que assegurem a competição e mitiguem eventual domínio sobre tal mercado”.

Na manifestação ao Cade, a Claro notou que é cliente tanto da Telxius quanto da American Tower na contratação de infraestrutura. Em paralelo, a empresa também se colocou como concorrente da dupla por atuar no mesmo segmento de cessão de espaço em torres, mas “de forma secundária”.

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Vale notar que a América Móvil (controladora da Claro) está planejando uma nova subsidiária para concentrar torres do grupo na América Latina. A empresa espera concluir a reorganização dos ativos ainda em 2021.

Exclusividade

Quem também se manifestou foi a IHS Towers (que negocia sociedade com a TIM na FiberCo). Para a empresa, ainda que a transação não gere significativos efeitos anticompetitivos por si só, o fato da American Tower ter se comprometido a construir 3,3 mil sites no Brasil e na Alemanha como parte do acordo levanta preocupações concorrenciais.

A IHS nota que a condição poderá implicar em um acordo exclusivo para a utilização, pela Vivo, dos novos sites no Brasil. “Portanto, o Cade deve avaliar e levar esse fato em consideração na análise da operação”, afirmou o grupo. Já em caso de aprovação sem restrições, a gestora pede o monitoramento do setor “para verificar qualquer desvio de demanda“.

O Grupo Torresur se manifestou na mesma linha que a IHS. “No que diz à compra de torres, a operação em análise tem impacto baixo. Porém, em relação à construção de novas torres na modalidade Built to Suit (BTS), o Grupo Torresur entende que o impacto poderá ser alto”, afirmou. Já Oi, TIM e Highline enviaram opiniões ao Cade, mas pediram sigilo sobre a análise; a SBA, por sua vez, não se opôs à transação.

A negócio entre American Tower e Telefónica foi anunciado em janeiro e envolverá 30,7 mil torres no Brasil, Espanha, Alemanha, Argentina, Chile e Peru; o valor da operação é de US$ 7,7 bilhões. Por aqui, a gestora de infraestrutura já mais 15 mil torres, enquanto a Telxius somava 3.850 em 2020.

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