Empresas estudam modelos de negócio nas redes 3G

Um modelo de negócios que seja rentável para as redes 3G depois que as operadoras pagaram um ágio bem acima do previsto para a compra das licenças ainda é uma equação em estudo e que precisa ser solucionada pelas empresas. Em paralelo à reivindicação da queda de taxas e tributos que vai tirar do setor de telecomunicações algo em torno de R$ 9 bilhões neste ano, as empresas arriscaram algumas previsões sobre o futuro modelo de negócios para a "Era 3G", que se inicia agora. As propostas foram discutidas durante o 2º Acel Expo Fórum, promovido pela Converge Comunicações e revista TELETIME, em Brasília.
Francisco Perrone, vice-presidente de regulamentação e estratégia da Brasil Telecom, disse que a banda larga fixa e móvel e novos serviços 3G compensarão a queda de acessos na telefonia fixa que está em declínio há dois anos na operadora. Para ele, a infra-estrutura da rede fixa não pode ser desprezada e deve ser modernizada para suportar as novas demandas de velocidade da banda larga. ?A banda larga móvel não pode canibalizar os investimentos feitos na rede fixa?, disse o executivo.
As diferentes formas de precificação das tarifas do serviço fixo e móvel devem ser objeto de atenção por parte dos departamentos de marketing e estratégia das empresas, na opinião do executivo. Na telefonia fixa, o usuário paga pelo uso dos minutos para voz mais uma assinatura básica. E na banda larga paga uma tarifa cheia com uso ilimitado. ?Poderíamos ter um modelo de negócio em que o serviço de voz tivesse tarifa flat, por exemplo?, diz Perrone. Para ele, novas formas de precificação devem ser pensadas para as redes 3G, onde o uso principal será o tráfego de dados, e não de voz.

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Paulo Roberto da Costa Lima, diretor da TIM, destacou que a solução para baixar custos, além da luta pela queda de impostos e taxas, é a parceria na infra-estrutura. ?Está na hora de o regulamento permitir que compartilhemos a rede em municípios acima de 30 mil habitantes?, afirmou.

Subsídio versus tarifa

Segundo João Cox, presidente da Claro, sem o pesado subsídio pago hoje pelas operadoras ao aparelho seria possível se pensar em uma tarifa flat para voz. ?Sem o subsídio eu poderia dar uma grande parte dos minutos de graça para o assinante?, disse Cox. O executivo, no entanto, reforçou que não vai deixar de subsidiar o aparelho tão cedo. ?Nossa estratégia mostrou-se vencedora, somos copiados por outras do mercado?, disse Cox.
Ele criticou o incentivo da concorrência ao desbloqueio do aparelho. ?Feito sem cuidado, com vendedores não familiarizados com a tecnologia, o desbloqueio quebra uma proteção (que envolve o chip) e deixa o usuário exposto à radiação?, diz Cox. Por enquanto, não faz parte da estratégia da Claro oferecer aparelhos desbloqueados.

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