Nokia amplia lucro em 2019, mas prevê desafios para operação em 2020

A Nokia divulgou nesta quinta-feira, 6, os resultados operacionais do quatro trimestre e do consolidado do ano em 2019. Apesar de registrar alta na performance financeira, a fornecedora também traçou um cenário de "desafios" a ser superado em 2020, principalmente no que envolve as redes de acesso.

No ano passado, as receitas da companhia finlandesa cresceram 3%, para 23,3 bilhões de euros. Considerando apenas o faturamento no quarto trimestre, houve estabilidade em 6,9 bilhões de euros. Já o lucro operacional entre outubro e dezembro alcançou 803 milhões, em alta de 45% frente o mesmo período de 2018; com as cifras, a fornecedora foi capaz de reverter prejuízo e encerrar o ano com 485 milhões de euros de lucro operacional.

Para o presidente e CEO da empresa, Rajeev Suri, os resultados indicam "um final forte para um ano desafiador", sobretudo na área de acesso móvel e no que envolve a geração de caixa. "Embora eu acredite que 2020 apresentará sua parcela de desafios, estou confiante que estamos tomando as medidas corretas para oferecer melhorias progressivas ao longo deste ano e nos posicionar para um 2021 mais forte", afirmou.

Seguindo decisão tomada no terceiro trimestre, a Nokia anunciou que só voltará a pagar dividendos quando o caixa líquido da companhia alcançar 2 bilhões de euros, o que não deve ocorrer nos três primeiros trimestres deste ano, de acordo com a empresa. O objetivo é garantir recursos para investimentos, sobretudo no 5G; em 2020, a Nokia deve investir 600 milhões de euros.

No momento, 66 contratos comerciais de quinta geração e 19 redes já ativas são reportadas pelas companhia. Em 2020, a Nokia acredita que o aumento dos envios de equipamentos 5G, a adesão ao novo portfólio, a redução dos custos de produção e melhorias nos acordos com operadoras devam aumentar a lucratividade do segmento. Por outro lado, um cenário de competição mais intenso também é esperado.

No geral, a fornecedora trabalha com uma meta de margem operacional de 9,5% para este ano. No acumulado de 2019, o indicador apontou para 2,1%, muito beneficiado pelo resultado de 11,6% registrado durante o último trimestre. Em três a cinco anos, a Nokia espera que a margem operacional ronde entre 12% e 14%.

As estimativas, contudo, não compreendem o mercado chinês. A Nokia optou por excluir a região das previsões por conta da "dinâmica de mercado única" e dos "desafios significativos de lucratividade" no país. Ao fim do quarto trimestre, 7% da receita da fornecedora era oriunda da China; os principais mercados da Nokia seguem sendo América do Norte (30%) e Europa (27%).

Já a América Latina também correspondeu a 7% da receita durante outubro e dezembro, ou cerca de 467 milhões de euros, em alta de 3%. No acumulado do ano, a operação da Nokia na região cresceu 7%, para 1,472 bilhão de euros.

Verticais

Principal negócio da empresa, a divisão de redes da Nokia cresceu 5% ao longo de 2019, chegando em faturamento de 18,2 bilhões de euros e lucro operacional de 665 milhões de euros. Já a área de software entregou 2,76 bilhões em receitas, em alta de 2% (mas que aponta para queda quando considerada a variação cambial). Por último, o segmento de enterprise gerou 1,48 bilhão de euros ao longo do ano passado, ou queda de 1%.

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