Oi planeja crescimento da rede ótica até 2021

A Oi planeja no próximo triênio aumentar 36,2% sua rede ótica no País. A companhia completou ainda na primeira metade de 2018 a extensão de sua rede OTN/DWDM com links de 100 Gbps em sete capitais, adicionando 18 mil km de cabos óticos à rede de transporte ótico que já tinha implantado em 2015, com 30 mil km. "Entre 2019 e 2021, esperamos estender ainda mais nossa rede OTN/DWDM, com links de 100 Gbps, para chegar a 26 capitais por meio de 65.400 km de cabos óticos", disse a empresa em formulário F-2 enviado ao regulador de mercado norte-americano Securities Exchange Commission (SEC) e ao brasileiro, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), após a conclusão do aumento de capital previsto no plano de recuperação judicial.

Conforme explica a Oi no documento, ela emprega proteção de tráfego automática para melhorar a confiabilidade da rede e aumentar a capacidade. A infraestrutura é totalmente supervisionada e operada por sistemas de gerenciamento que permitem respostas rápidas, de acordo com a demanda do consumidor, e capaz de recuperação em caso de falha.

Além de uma atualização em sua estratégia de expansão de infraestrutura ótica, notadamente com a intenção de fornecer cada vez mais serviços por meio da arquitetura de fibra até a residência (FTTH), a Oi também informou detalhes sobre outros ativos.

A companhia encerrou o terceiro trimestre com cobertura de satélite em 5.144 localidades em 26 estados e no Distrito Federal. Até janeiro do ano passado, alugava da Hispamar 754 MHz de capacidade em banda C do satélite Amazonas 3 e 452 MHz na mesma banda no Amazonas 2, provendo serviços de voz e dados em 392 estações remotas em 124 municípios. A companhia também contratou 134,3 MHz em banda Ku da operadora no primeiro satélite e 468 MHz no segundo, cobrindo 3.028 localidades. A companhia também contratou 216 MHz em capacidade de banda Ku no Amazonas 3 e 36 MHz no Amazonas 2 para serviços de DTH. Também em DTH, a companhia contrata 1,5 GHz de capacidade em banda Ku da SES em seu satélite SES-6.

A companhia destaca que oferece IPTV (por meio de sua rede FTTH) nas cidades fluminenses de Rio de Janeiro, Vilar dos Teles, Duque de Caxias e Niterói, além de Belo Horizonte.

Serviço móvel

Em termos de 4G, a Oi destaca acordos de compartilhamento de espectro (RAN Sharing) com a TIM, e depois também com a Telefônica. Entre as três, o acordo, assinado em 2015, tem duração de 12 anos e cobriu 427 cidades em 2017.

Considerando espectro e suas outorgas com validade renovável de 15 anos, a Oi tem licenças 2G com validade para 2022 e 2023 (a empresa destaca ainda que a Anatel ainda não determinou se ela cumpriu as obrigações com as faixas de 900 MHz e 1.800 MHz); 3G com validade para 2023; e 4G (apenas com a faixa de 2,5 GHz) para 2027. Mas a operadora destaca que a faixa de 450 MHz poderá ser um problema. "Como não temos ainda todos os sistemas necessários de prontidão para apoiar o uso do espectro de 450 MHz utilizando frequências terrestres, temos atendido as nossas obrigações de cobertura em certas áreas usando satélites. Se a Anatel decidir que nós não tenhamos cumprido as obrigações, nossas autorizações de uso de frequências de 450 MHz podem ser encerradas", declara. Vale lembrar que o relatório tem por obrigação oferecer previsão de todos os cenários possíveis.

Mudanças

A companhia também destaca que, de acordo com as regras de governança corporativa e do Plano de Recuperação Judicial, o presidente Eurico Teles; o CFO e diretor de investidores, Carlos Augusto Machado Pereira de Almeida Brandão; e o COO, José Cláudio Moreira Gonçalves, não podem ser removidos de suas posições até o período determinado desde a aprovação do Plano (ocorrida em 20 de dezembro de 2017) até a conclusão do aumento de capital; até 12 meses da data de homologação do Plano; ou até 28 de fevereiro deste ano. Como os períodos de 12 meses e a conclusão do aumento de capital já ocorreram, o novo conselho da Oi pode apontar novos executivos, desde que Teles e Brandão permaneçam nos cargos até a verificação de cumprimento de todas as obrigações do Plano que expiram dois anos após a homologação judicial. Caso os executivos sejam removidos dos cargos, poderão ter compensações financeiras. Vale ressaltar que rumores no mercado e que circulam na imprensa especulam que o conselho da Oi já estaria preparando a saída de Eurico Teles, mas nenhum comunicado oficial da empresa foi enviado ao mercado a respeito do assunto até o momento.

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