Equilíbrio econômico-financeiro preocupa Telemar

O presidente da Telemar, Ronaldo Iabrudi, em reunião com o ministro das Comunicações, Miro Teixeira, nesta quinta-feira, 6, manifestou a preocupação da empresa com o futuro equilíbrio financeiro a partir dos novos contratos de concessão. O executivo afirmou que a Telemar é a concessionária que atua na região mais pobre do País, onde haveria maior dificuldade para cumprir metas de universalização.
Há na empresa a preocupação com a imposição de novas metas pela agência sem que os recursos para a sua realização também estejam definidos em contrato. Segundo o presidente da Anatel, Luiz Gulherme Schymura, que também participou da reunião, a operadora gostaria de ter metas de universalização individualizadas que levem em conta as diferenças entre cada região.

Equilíbrio assegurado

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Segundo o presidente da Anatel, na elaboração da proposta que está em consulta pública a agência levou a questão do equilíbrio econômico-financeiro em consideração, não havendo razão para a preocupação da Telemar. Na opinião de Schymura, os planos de telefonia rural, por exemplo, terão que ser economicamente viáveis sem nenhum recurso extra a ser aportado pelo governo. No caso da implantação dos telecentros, Schymura lembrou que os seus custos serão compensados pela economia na implantação dos telefones de uso público (TUPs). De qualquer forma, Schymura disse que ?a proposta da Anatel terá que ser confirmada pelo presidente Lula, que tomará a decisão final sobre o assunto?.

Balanços analisados

Segundo informações de fontes da Anatel, contudo, a proposta para a renovação dos contratos que está em consulta pública levou em consideração a análise detalhada dos balanços das empresas de telefonia. A Anatel percebeu que as teles fixas tendem a registrar resultados melhores daqui em diante e sua condição financeira futura contemplará a criação de novas metas. O debate sobre a forma final do novo contrato e das metas contudo, foi bastante acalorado dentro da própria agência e a tendência é que esse debate se repita na audiência pública a ser realizada sobre o assunto ainda em fevereiro.

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