TIM: leilão do 5G aponta para mercado compartilhado; 26 GHz é 'aposta'

Mário Girasole, VP de assuntos regulatórios e institucionais da TIM

Na avaliação de Mario Girasole, vice-presidente de relações institucionais da TIM, o futuro do mercado de telecom, após o leilão das frequências que serão usadas no 5G, será o de parceria e de compartilhamento de infraestrutura. Em coletiva realizada nesta sexta-feira, 5, durante o certame, o representante da operadora colocou que acredita que o modelo de negócio de "uma operação com uma rede" já não cabe mais em um país como o Brasil.

"O primeiro acordo de RAN sharing no Brasil é da TIM [com a Oi, em 2016] e hoje é uma prática do mercado. Nós estamos abertos a fazer parceria de infraestrutura com qualquer interessado para compartilhamento de infraestrutura. Depois desse leilão, isso com certeza será explorado por operadoras nacionais e também por operadoras regionais", afirmou o executivo.

Faixa de 26GHz

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Na faixa de 26 GHz, a operadora abocanhou um lote de 200 MHz nacional e dois lotes regionais de 200 MHz. Girassole afirma que essa faixa é "experimental" e a empresa já está pensando em soluções e serviços que poderão ser ofertados nessas frequências.

Ao mesmo tempo, o executivo da TIM afirma que nesta faixa o modelo de negócio implementado poderá atender as empresas e o setor produtivo. "O 26 GHz é uma aposta. As possibilidades tecnológicas da faixa são indubitáveis. Uma faixa milimétrica, que permite serviços avançados, os quais eu chamaria mais de serviços sem fio do que serviços móveis porque é evidente que ela tem um alcance de mobilidade muito grande. Sobre o uso dela, ainda precisamos desenvolver os modelos de negócios. Mas eu acho que muita demanda virá do setor industrial. Acho que as parcerias possíveis que este leilão possibilita é a parceria não somente entre atores de telecom, mas também entre atores de outros setores, como saúde, logística, transporte etc.", afirmou Girasole.

Planos

Mario Girassole afirmou que toda a estratégia da operadora foi atendida, inclusive o fato de ter ficado com o terceiro bloco da faixa de 3,5 GHz. Na avaliação dele, o leilão acertou ao permitir uma nova rodada com o lote nacional da faixa que não foi adquirido.

"As características do leilão brasileiro são muito únicas. Não vimos isso em nenhum outro lugar do mundo. Ela reúne grande quantidade de espectro, simetria nos lotes, e não era arrecadatório. Não vimos isso em nenhum outro lugar desse jeito. Eu acredito que em poucos anos o Brasil terá mais 5G do que muitos que fizeram investimentos antes", finalizou o VP da TIM.

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