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Mobilidade domina a Cartes e indica caminho para indústria de cartões

A indústria de cartões inteligentes está passando por transformações profundas e a maioria delas vem da integração com tecnologias móveis. Não à toa, o tema deste ano da Cartes, maior evento mundial desse setor que acontece esta semana em Paris, é mobilidade. O assunto aparece em quase todas as palestras e em boa parte dos stands. A sensação geral é que quem não se adaptar a esse novo mundo ficará para trás.

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Os impactos da mobilidade são percebidos sob vários ângulos. O que chama mais a atenção para o consumidor final talvez seja a desmaterialização do cartão, que passa a ser embarcado em dispositivos móveis e até em wearable devices. Isso vale não apenas para cartões de crédito, mas também para documentos oficiais, como carteiras de identidade e passaportes.

Ao mesmo tempo, com o advento do HCE (Hostcard emulation) começa a ser trilhado o caminho da desmaterialização do elemento seguro em si, até então considerado indispensável para a segurança das transações com cartões de crédito.

No campo das transações remotas, a proporção de compras feitas através de apps em dispositivos móveis cresce rapidamente. Aos poucos, o m-commerce está tomando conta do e-commerce. Mais cedo ou mais tarde, dispositivos móveis responderão pela maior parte das compras on-line no mundo.

E há ainda os efeitos sobre as redes de adquirência, a começar pela chegada das soluções de mPOS, que permitem que qualquer smartphone funcione como um leitor de cartão de crédito. O lançamento do Apple Pay também mexeu com esse segmento, pois a Apple conseguiu abocanhar uma pequena parcela da receita com as taxas cobradas sobre as transações – mais precisamente 0,15% do valor das compras.

"A indústria de cartões é um dinossauro. Se não mudar, não haverá mais indústria de cartões", resumiu o diretor regional de vendas da Watchdata Technologies no Brasil, Filipe Mello, em apresentação na feira. O alerta faz sentido quando se percebe que os players e os serviços que estão se destacando pela inovação no mundo de pagamentos vieram de fora da indústria financeira tradicional, como Apple Pay, Google Wallet, Starbucks, Bitcoin, PayPal, Softcard etc. São, em sua maioria, empresas de tecnologia, que se movem mais rapidamente que os bancos.

Paradoxalmente, o sopro de esperança provém justamente do nascimento do Apple Pay, um suposto rival. A adoção da tecnologia NFC pela Apple tende a fomentar todo o mercado de pagamento por proximidade, fazendo crescer nos próximos anos as vendas de SIMcards com NFC por conta do interesse do consumidor em torno da novidade. Como a Apple representa uma parcela pequena da base mundial de celulares, haverá bastante espaço para se trabalhar outras soluções de pagamentos por NFC.

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