Viasat inicia oferta de conectividade para aviação executiva no Brasil

Jato Praetor 500, da Embraer. Foto: Divulgação

A Viasat estendeu a cobertura do serviço de conectividade de bordo (IFC) para aviação executiva no Brasil. A companhia anunciou nesta terça-feira, 5, que disponibilizará para aeronaves a capacidade de banda Ka do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), da Telebras, para oferecer conectividade com "velocidades tipicamente superiores a 20 Mbps". 

Segundo o diretor de negócios para aviação executiva da Viasat, Cláudio D'Amico, trata-se de uma extensão do serviço que a operadora satelital já tem na América do Norte, Caribe e Europa. O Brasil é o terceiro maior mercado desse segmento no mundo. "Existe mercado internacional desses jatos que voam ao Brasil", declarou ele em entrevista ao TELETIME.

No momento, em uma rota vinda dos Estados Unidos, a aeronave teria uma área de sombra entre o Caribe e o Brasil (a menos que o hardware do avião seja dual band e possa trocar para a banda Ku), mas isso será em breve endereçado com o lançamento do satélite ViaSat-3, previsto para o primeiro trimestre de 2022. Com ele, a operadora também espera prover mais capacidade, além de poder continuar a contar com o SGDC para redundância. 

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"Quando o ViaSat-3 estiver em operação, vamos ter o SGDC como segunda opção", destaca D'Amico. Perguntado do porquê de a operadora não esperar o lançamento do novo satélite, o executivo destaca que há urgência. "Queremos atender o mais rápido possível, o time-to-market é importante", coloca.

A companhia já instala desde 2018 o componente de hardware nos jatos Legacy 450/Praetor 500 em contrato com a Embraer, embora já seja fornecedora de outras fabricantes, como Bombardier. Existe a possibilidade também de que o cliente possa instalar o equipamento em uma aeronave executiva. "Não atendemos jatos pequenos hoje, mas os super midis, um pouco maiores, temos o nosso sistema certificado", explica o diretor da empresa.

Na aviação comercial, a Viasat provê capacidade para a companhia aérea Azul no Brasil, também por meio do SGDC, pelo menos por enquanto. A companhia avisa que, na aviação executiva, fornecerá em breve cobertura e capacidade expandidas em partes da Europa e do Oriente Médio por meio dos satélites HYLAS-4 e HYLAS-2 do Avanti Communication Group.

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