Petrobras vê demanda crescente por capacidade de telecomunicações em alto-mar

A Petrobras tem nada menos do que 300 estações de satélite instaladas em suas plataformas e navios, fora uma das maiores redes de fibra óptica privadas em operação no Brasil, acompanhando boa parte dos 31 mil km de dutos da empresa. Ainda assim, a demanda de capacidade de telecomunicações para os próximos anos é grande, sobretudo pelo desenvolvimento de aplicações que demandam alta capacidade e pela expansão da exploração do pré-sal. Segundo Fernando Sermenho do Nascimento, um dos responsáveis pela área de telecomunicações e TI da empresa, as aplicações que mais vão demandar capacidade são de telemedicina (para atendimento das equipes nas plataformas) e processamento de imagem remota. "Além disso, a própria expansão do pré-sal cria mais necessidades", diz.

Em relação ao mercado de satélites, o grande desafio é conseguir capacidade dentro do planejamento. "Também há questões críticas de peso, tamanho dos equipamentos e possibilidades de obstrução. Numa plataforma, espaço é muito valioso", disse.

Perguntado se a Petrobras não poderia ter aproveitado a construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC) para ter uma capacidade projetada especificamente para si, Sermenho disse que essa seria uma possibilidade interessante, mas se esse assunto em algum momento foi discutido, não chegou ao nível da engenharia de telecomunicações da Petrobras. Segundo apurou este noticiário, a Telebras, ao dimensionar o SGDC, chegou a analisar as necessidades de vários órgãos. A decisão, contudo, foi de não competir com mercados onde havia atendimento comercial, e o mercado marítimo é, de certa maneira, atendido.

Capacidade

Empresas como Inmarsat exploram esse segmento, comercializando capacidade em banda L, há muitos anos. Agora, a Inmarsat está ampliando a sua estratégia, e passa a oferecer inclusive banda Ka nos próximos anos, segundo Roberto Daria, diretor da empresa para a América Latina.

Márcio Brasil, diretor da Intelsat, diz que a empresa também planeja ampliar sua cobertura para atender regiões marítimas a partir do lançamento do Intelsat 29e, um satélite de altíssima capacidade que terá vários spots em banda Ku que poderão ser apontados para regiões afastadas da costa. A Star One também passou a ter capacidade desde o início das operações do C3, e planeja ampliar essa capacidade com o C4 e com o D1, segundo o gerente de produtos e projetos especiais da empresa, José Antonio Gonzalez.

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