Capacidade em banda X para Forças Armadas está no limite

A maior pressão para o desenvolvimento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Brasileiro, o SGDC, veio, inegavelmente, do setor de defesa. As razões começam a ficam mais claras: a capacidade da banda X, usada hoje pelos militares, está no limite.

Segundo o coronel Edwin Pinheiro da Costa, do Ministério da Defesa, a capacidade atual, contratada junto à Star One, foi colocada no satélite em caráter experimental, e já está virtualmente ocupada. Hoje as Forças Armadas utilizam 82 estações. O sistema tem, no máximo, capacidade para 40 estações simultâneas nas configurações atuais. A diferença é porque nem todas as estações são usadas ao mesmo tempo. "Tivemos uma forte expansão. Em 2006 tínhamos apenas oito estações em uso", diz o coronel Edwin, que participou do Congresso Latino-americano de Satélites, que acontece esta semana no Rio de Janeiro.

Com o SGDC, a capacidade em banda X passará de 120 MHz atuais para 288 MHz. Serão cinco transponders em lugar de dois. Hoje as estações permitem até 512 kbps de velocidade. "O que temos tem nos atendido muito bem. Mas precisamos expandir", disse o coronel.

Outra diferença do sistema de defesa brasileiro com o o novo satélite é a cobertura e a potência. "Hoje temos um footprint de banda X. Com o novo satélite, teremos três, incluindo uma de alta potência e um deslocável, com diâmetro de 1,5 mil km, para cobrir inclusive o Atlântico Sul". Segundo o coronel Edwin, a potência no feixe regional será seis vezes maior, e no feixe nacional, 11 vezes maior.

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