Minicom inicia debate sobre 5G com Ericsson e Nokia, mas ainda sem Huawei

Reunia?o com o Diretor-Geral da Nokia Networks, Luiz Tonisi - Foto: Anderson Riedel/MC

O Ministro das Comunicações, Fabio Faria, já iniciou o processo de diálogo com os principais fabricantes de equipamentos para a tecnologia 5G, mas ainda sem Huawei. Nesta quarta-feira, 5, ele realizou videoconferência com o presidente e a vice-presidente da Ericsson, Eduardo Ricotta e Georgia Sbrana; e também recebeu, em reunião separada, o diretor-geral da Nokia Networks, Luiz Tonisi, juntamente com o diretor técnico, Wilson Cardoso e o presidente do conselho, Aluísio Byrro.

Apesar de confirmar que o leilão das frequências que serão utilizadas para o 5G ficará para maio ou junho do ano que vem, Faria tem recebido as demandas dos fornecedores de soluções para compreender os investimentos realizados no País, o cronograma dos próximos desenvolvimentos tecnológicos, bem como a visão de cada fabricante sobre as tecnologias de quinta geração. "É importante compreender todos os aspectos dessa nova tecnologia para que possamos levar ao Presidente da República as informações para uma tomada de decisão quanto aos fornecedores de equipamentos do 5G no Brasil", afirmou.

Nas reuniões, a Ericsson e a Nokia, que são duas das maiores fabricantes de equipamentos de infraestrutura de telecomunicações do mundo, apresentaram as empresas e os principais desafios para a implementação da nova tecnologia no País. Na ocasião, a Ericsson afirmou que tem mais de 50% do mercado 4G no Brasil, além de participação de 100% em São Paulo.

Ministro de Comunicações, Fábio Faria durante videoconferência com o Presidente da Ericson, Eduardo Ricotta e a Vice-Presidente da Ericson Georgia Sbrana. Foto: Anderson Riedel/MC

Huawei

A grande ausência no início desses debates promovidos pelo Minicom é justamente uma das maiores empresas do mercado, a chinesa Huawei. Neste ponto, o ministro reafirmou que está aberto para o diálogo, tendo o papel de receber todas as empresas interessadas e realizar a avaliação técnica.

O Brasil ainda está em seu processo de decisão sobre o fornecimento de soluções para a tecnologia. Nesta semana, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que não iria temer "consequências" caso o País permita a participação da fornecedora chinesa na implantação do 5G. A manifestação de Mourão foi devido a ameaça de retaliações por parte dos EUA caso a fornecedora chinesa permanecesse nas redes de telecomunicações brasileiras.

Leilão

Em outra ocasião, durante evento online organizado pela OAB no final de julho, Fábio Faria falou que trabalha para convencer o governo, em especial o Ministério da Economia, a não realizar um leilão de 5G puramente arrecadatório. Em entrevista ao canal SBT no dia 26 de julho, o ministro havia dito gostar da abordagem "misturada" entre arrecadatório e de metas. Na atividade da OAB, ele citou a necessidade de destravamento de investimentos, incluindo também a necessidade de se promover cobertura em distritos e rodovias como política pública no leilão. (Colaborou Bruno do Amaral)

3 COMENTÁRIOS

  1. ao governo cabe organizar o espectro nao a indicacao de fornecedores. para o bem dos usuarios, numa competicao pelo melhor servico disponivel, sao as teles q devem procurar seus fornecedores.

  2. O Brasil espera que a China fique fora. Muito risco uma empresa chinesa controlar a internet só Brasil. É necessário analisar os reflexos de longo prazo.

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