M-health pode gerar economia de 100 bilhões de euros à Europa em 2017

A associação global de operadoras móveis GSMA prevê que a adoção da conectividade móvel para a saúde (m-health) pode proporcionar uma economia ao setor na Europa em quase 100 bilhões de euros em 2017. Segundo o levantamento divulgado nesta quarta, 5, o impacto socioeconômico da tecnologia no continente ainda poderia adicionar 93 bilhões de euros ao PIB na região, caso barreiras regulatórias e econômicas não minem esse potencial.

O estudo, desenvolvido em parceria com a PwC, diz que o m-health poderá reduzir o gasto em assistência médica anual total per capita na União Europeia em 18%, ou 537 euros por habitante. Os custos de tratamento de doenças crônicas também seriam diminuídos, entre 30% e 35%, graças à melhoria da adesão ao tratamento e ao monitoramento remoto dos pacientes.

A GSMA prevê que a mobilidade voltada para a saúde pode melhorar o estilo de vida, ajudando 185 milhões de pacientes a ter uma vida mais saudável, o que a entidade afirma que resultaria em um ganho somado de 158 mil anos de vida a mais. A tecnologia poderia capacitar quase 23 milhões de pessoas com doenças crônicas ou com risco de desenvolvê-las. Por sinal, o m-health poderia ajudar 9,4 milhões de pessoas com o diagnóstico precoce de doenças crônicas, além de permitir que 11 milhões de pacientes crônicos e 9 milhões de idosos pudessem se beneficiar de monitoramento remoto.

A entidade reclama que "barreiras regulatórias, econômicas, estruturais e tecnológicas" na Europa impediriam que as soluções fossem implementadas, limitando o potencial em cerca de 10% em 2017. A conta que a GSMA faz indica que a economia em assistência à saúde na região cairia para 6,6 bilhões de euros em 2017 em vez de 100 bilhões de euros. Já a quantia adicionada ao PIB na União Europeia no período seria de 6,5 bilhões de euros, contra 93 bilhões de euros em todo o potencial. Por fim, o mobile health beneficiaria apenas 11,2 milhões de pacientes, em vez de 185 milhões.

Tendo em vista essas barreiras, a GSMA diz que a solução é promover a integração do m-health nas estratégias de saúde nos países europeus para alinhar o desenvolvimento de serviços de mobilidade com as prioridades de saúde específicas; a criação de políticas e estruturas que incentivem a tecnologia e forneçam clareza sobre certificação e rotas para o mercado; elaboração de incentivos para profissionais do setor adotarem as soluções; e a educação para a adoção entre os profissionais, pacientes e consumidores. A associação convida as partes interessadas a "atuarem com urgência para ajudar a garantir que os benefícios potenciais em m-health possam ser atingidos".

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