Ligga e Cloud2U preparam para este ano pilotos de redes privativas 5G

Foto: jotoler/Pixabay

Duas das operadoras que adquiriram frequências para 5G no leilão do ano passado, a Ligga e a Cloud2U estão preparando para 2022 os primeiros pilotos de redes privativas de quinta geração, ao lado de clientes e parceiros. E a Ligga já deixou claro que o seu foco principal é o mercado corporativo.

A estratégia das empresas foi abordada nesta terça-feira, 5, durante o primeiro dia do Fórum das Operadoras Inovadoras, promovido por TELETIME e Mobile Time. No caso da Ligga (que reúne tanto a Sercomtel quanto a antiga Copel Telecom), o mercado B2B é assumidamente a prioridade após arremate do 3,5 GHz regional em São Paulo, Paraná e região Norte.

"O corporativo é nosso alvo. Devemos iniciar pelo menos cinco iniciativas de redes privativas este ano", sinalizou o diretor de novos negócios da empresa, Lucas Aliberti.

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A partir dos pilotos, a Ligga buscará modelo onde empresas comprem "não apenas gigas, mas também soluções". Neste sentido, foi comemorado por Aliberti o resultado de chamada por startups de Internet das Coisas (IoT) realizada pelo grupo paranaense: o processo teve mais de 250 inscrições, que devem resultar em parcerias desde "soluções super práticas até apostas de disrupção".

Parceiros

No caso da Cloud2U, conversas para ativação de redes privativas também estão avançadas. Gerente de novos negócios da empresa integrante do Grupo Greatek, Anderson Ferreira explicou que um dos pilotos deve ser ativado no quarto trimestre.

"É uma iniciativa 100% privada na qual devemos compartilhar investimento junto com um dos fabricantes, em algo que que pode virar um modelo de produto para 2023. Iríamos colocar o projeto em abril, mas o timing não permitiu porque precisaria de permissão temporária para o 3,5 GHz na localidade. Como ele estará liberado no segundo semestre, temos bastante clareza de como aplicar", sinalizou o executivo da Cloud2U.

Em paralelo, um segundo piloto tem previsão de início entre o último trimestre deste ano e o primeiro do ano que vem. Neste caso, a rede privativa envolveria um parceiro e também uma iniciativa pública. "Temos provas de conceito para serem trabalhadas nos próximos seis meses", afirmou Ferreira. Com sede em São José dos Campos (SP), o Grupo Greatek arrematou lote regional de 3,5 GHz em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Rede neutra

Inicialmente, o grande foco estratégico da Cloud2U será a oferta de redes neutras 5G para provedores regionais, começando pelo padrão fixo sem fio (FWA) em cidades com menos de 30 mil habitantes. Além da conectividade, a empresa espera conjugar um pacote de soluções para os ISPs, numa espécie de marketplace de serviços que utilize também a expertise da Greatek. Já uma operação 5G móvel seria um passo para mais adiante.

Na Ligga, a entrada no mercado móvel também está no fim da fila, depois do segmento corporativo e do próprio 5G FWA. Neste caso, Aliberti nota que a viabilidade da tecnologia para banda larga precisará ser comparada à da fibra óptica; em caso de sucesso, o acesso fixo sem fio com 5G seria arma contra a perda de clientes de Internet fixa.

"Hoje o churn é principalmente por mudança de endereço. Se o usuário puder levar o aparelho embaixo do braço quando mudar, será fantástico", afirmou o diretor da Ligga. Em paralelo, operadoras como Brisanet e Unifique têm o 5G móvel como prioridade após vitória no leilão.

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