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FiBrasil quer chegar às PPPs com modelo flexível e postes

CCMO da FiBrasil, Alex Jucius, durante painel no FOI 2022. Foto: Bruno do Amaral

A FiBrasil acredita que no modelo de negócios baseado com a cobrança de casas passadas (HPs, na sigla em inglês) e de oferta de uso de poste para chegar aos provedores regionais. A empresa de rede neutra formada pela joint-venture entre o fundo canadense CDPQ e a Telefónica (com 25% da Telefônica Infraestrutura e 25% da Vivo) tem expectativa de chegar a 200 cidades e 6 milhões de HPs até 2024, e isso será não apenas com a cliente âncora (tenent), a tele brasileira acionista, mas também com um grande parcela do chamado mercado novo, o green field.

Recém nomeado CCMO da FiBrasil após lidar com o mercado de prestadoras de pequeno porte (PPPs) na Associação Neo, Alex Jucius afirmou nesta terça-feira, 5, durante o Fórum de Operadoras Inovadoras 2022, explicou que toda a rede da operação neutra é nova. Nem mesmo a rede de fibra até o gabinete (FTTc) adquirida com a GVT foi colocada. 

Por essa razão, e por não querer nenhum vínculo com o imbróglio dos bens reversíveis, a joint-venture não comercializa os serviços no estado de São Paulo, onde a Telefônica Vivo tem a concessão. “Tem toda uma discussão e, por conta disso, os acionistas optaram por não colocar a rede de SP”, destacou. “Foi uma opção regulatória, para começar tudo limpo.”

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Ele não descarta a opção de adquirir uma nova operação na FiBrasil, mas o projeto para 2024 é todo baseado em Capex já planejado. “Se tiver alguém com cidade já pronta, podemos fazer avaliação, porque isso antecipa a construção”, diz. Mas ele ressalta que se o crescimento da infraestrutura for inorgânico, seria “com nível de valor de 2022, porque o mercado em 2021 foi fora do normal”.

Postes

Para a FiBrasil, uma vantagem de adquirir a rede neutra é que, junto, vem o custo do aluguel do poste. “O preço do poste entra, é meu ponto de fixação, está repartido no Opex mensal como serviço. Esse ganho é um dos principais [para as prestadoras].” Isso também ajudaria uma PPP a regularizar a situação da ocupação das vias aéreas, o que Jucius chama de “caminho da legalidade”.

HPs

O modelo  focado em HPs traz flexibilidade para as empresas menores, segundo o executivo. “Nosso modelo de negócios é simples, você paga por assinante determinado valor mensal”, diz, ressaltando que a configuração – do backbone até a CPE – é ao gosto da PPP. E se o provedor não tiver o assinante, ele não paga. 

Segundo Jucius, isso se traduz nos custos: em vez do Capex para implantar rede própria, a PPP paga a rede como serviço (as a service), como um custo operacional (Opex). O preço cobrado, inclusive, é colocado de forma transparente: a FiBrasil “compartilha o modelo de negócios, como funciona, inclusive abrindo o quanto de nosso cliente âncora (a Vivo) tem de condição comercial. Se quiser a mesma condição, é possível, desde que atinja as mesmas métricas”. 

O executivo diz que a companhia de rede neutra entende a complexidade do modelo, utilizando uma camada segregada para vários “inquilinos” na mesma rede. Por conta disso, diz que há uma importante padronização de APIs, que são baseados no TMForum, para que as empresas já saibam o que precisa ser feito. As integrações são feitas pela Accenture. 

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