Agregação é a palavra que definirá o futuro do LTE, pelo menos até a 5G

A evolução da tecnologia 4G, especificamente do LTe, passa definitivamente pelo conceito de agregação, seja a agregação de diferentes fraquências e portadoras, seja a agregação entre tecnologias distintas de transmissão (como LTE e WiFi), seja na agregação de dispositivos, com tecnologias de proximidade baseadas em LTE. Essa tendência pôde ser percebido junto a diversos fornecedores e foram resumidos no estande da Qualcomm, a principal fabricante de chips para handsets.

A agregação de portadoras, que permite o uso de diferentes faixas de frequência para o LTE de maneira combinada é o que vai permitir o desenvolvimento do LTE Advanced, ou 4.5G, com velocidades de até 600 Mbps. Esse é o limite desse ano, pois em 2013 as demosntrações com duas frewuências combinadas estavam indicando 400 Mbps e a expectativa é que nos próximos anos os fornecedores já consigam combinar mais frequências, chegando a velocidades maiores. O interessante do LTE-A é que a soma das velocidades em uma transmissão com várias portadoras é maior do que as velocidades individuais, por conta dos ganhos de eficiência espectral.

Outra tendência é a combinação entre LTE e WiFi. Alguns fornecedores já estão produzindo small cells com LTE na faixa não licenciada de 5,8 GHz (LTE-U, de unlicensed) e outras faixas deverão ser utilizadas, como a de 2,4 GHz hoje usado pela maior parte das redes WiFi, e as demonstrações de ganho de performance em comparação com WiFi são grandes. A vantagem de usar o espectro não licenciado para o LTE é que ele pode funcionar de maneira combinada com o espectro licenciado.

A indústria também está trabalhando na integração entre WiFi e LTE para as transmissões de voz. Isso permitirá não apenas economia de uso da rede móvel quando o usuário estiver em redes WiFi como também uma otimização da cobertura. O desafio dessa integração é que ela exige ajustes na rede das operadoras, e elas precisam ser IMS. Portanto, nem todas as operadoras poderão oferecer esse tipo de serviço (pelo menos não de forma transparente, sem a instalação de aplicativos de softphone)

Por fim, estão sendo aprimoradas as plataformas de comunicação direta entre dispositivos, hoje já existentes por meio de Blutooth e WiFi e agora sendo desenvolvidas para a comunicação via LTE. A vantagem é o alcance e a segurança das comunicações, além da economia de energia.

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