Movile injeta R$ 5,5 milhões no iFood

De olho no potencial do m-commerce de movimentar R$ 1 bilhão no setor nos próximos dois anos no Brasil, a Movile anunciou nesta terça-feira, 5, em São Paulo, o investimento de R$ 5,5 milhões na start-up especializada em delivery de restaurantes pela Internet e por celulares, a iFood. O objetivo é injetar o capital para proporcionar crescimento da plataforma de comércio eletrônico móvel, saindo dos atuais 1 mil restaurantes cadastrados para 5 mil estabelecimentos até 2015.

A área de atuação do iFood também deverá aumentar para outros estados e cidades: atualmente, a empresa conta com restaurantes cadastrados nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Fortaleza, além das cidades paulistas de Santos, Jundiaí e Campinas. O potencial da empresa, que atualmente registra um crescimento mensal de 20%, vem justamente das vendas por meio do aplicativo para Android e iOS, que já respondem por 21% da média de 50 mil pedidos mensais dos mais de 100 mil usuários cadastrados.

"O celular não será mais um adendo do PC: ele e o tablet serão os principais computadores das pessoas", afirma o CEO da Movile, Fabrício Bloisi. Ele acredita que a penetração dos dispositivos móveis no Brasil acabará por promover uma inclusão digital maior nesta plataforma e, por isso, prevê uma oportunidade de negócios. “A gente acha que pode crescer dez, cem vezes mais com essa transição para a computação móvel”.  Ele prevê que o m-commerce será responsável por 8% do comércio eletrônico no País em 2014.

Novidades

O CEO do iFood, Felipe Fioravante, pretende incrementar também a cartela de restaurantes conveniados, além de melhorar a experiência para o usuário. "Hoje somos muito mais uma empresa mobile do que somente web. Vimos muitos interesses em comum com a Movile, eles agregam muito em termos de gestão", afirma, garantindo que há novidades que serão apresentadas nos próximos meses.  

Entre as novas funções, Fioravante cita uma maior quantidade de estabelecimentos aceitando pagamento online via cartão de crédito e a possibilidade de acompanhar a entrega do pedido por mapas em tempo real. Segundo Fabrício Bloisi, uma versão do aplicativo para tablets deveria ser apresentada nesta terça-feira, mas acabou sendo adiada. Versões móveis para o site, programado em HTML5, também deverão ser disponibilizadas. Outra função será a conexão com redes sociais, reunindo recomendações e sugestões de contatos em um esquema semelhante ao da plataforma de vídeos Netflix.

Fioravante diz que o estabelecimento que se cadastrar pode trabalhar com a plataforma tanto via aplicativo em computador pela Internet quanto com uma máquina GPRS que registra os pedidos e os imprime, informando em tempo real o status da solicitação. Trata-se de uma espécie de POS, adaptado pela própria start-up e oferecido por uma taxa de R$ 79 mensais por máquina.

Negócios promissores

Com o aporte de R$ 5,5 milhões, a Movile se torna sócia da iFood, embora sem divulgar a participação exata. A companhia de conteúdos móveis já contribuía com a plataforma de delivery de comidas há cerca de dois meses informalmente.

O próximo passo, de acordo com Bloisi, é adquirir mais "umas três empresas", embora afirme que esteja conversando com "umas 30".  A companhia tem planos mais ambiciosos ainda: ela já conta com escritório no Vale do Silício, nos Estados Unidos, para se aproximar das gigantes do mercado móvel como Apple, Google e Facebook, e estuda abrir o capital em oferta pública inicial (IPO) no Brasil em breve.

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