Oi anuncia reposicionamento B2B e projeta dobrar investimento na área

A Oi anunciou nesta quarta-feira, 4, um reposicionamento para as operações B2B (corporativas) em torno de uma nova marca, a Oi Soluções. Com objetivo de se consolidar como provedora e integradora de serviços digitais, a empresa projeta investir em 2020 o dobro do aportado em 2019 no segmento.

"A Oi Soluções vai demandar um capex expressivo e em 2020 vamos mais que duplicar o capex do B2B, que já não é pouco. Ele vai sustentar tanto o crescimento do Oi Soluções quanto a nossa rotina do dia a dia", afirmou a head da unidade corporativa, Adriana Viali, durante evento realizado pela operadora em São Paulo. No triênio 2017-2019, o investimento consolidado da Oi no segmento B2B alcançou cerca de R$ 1 bilhão; hoje, a empresa atende 57 mil clientes corporativos nos setores público e privado.

Com a nova abordagem para a área (conforme definido no plano estratégico em implementação), a Oi também espera ampliar a relevância das receitas de TI dentro do mix B2B. Se hoje a vertical responde por 15% (com crescimento de 29% nessa participação em jan/out de 2019), a expectativa é que em 2024 os serviços de TI cheguem a 33% do faturamento da área.

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No centro da estratégia está a expansão da infraestrutura de fibra ótica projetada pela empresa, que já somaria 376 mil quilômetros atualmente. Viali recorda que a Oi atende 5,5 mil cidades, das quais 2 mil teriam na empresa a única prestadora. "Com nossa capilaridade, podemos ir aonde as outras não estão", afirmou a head da Oi Soluções, mencionando também diversas oportunidades de parcerias com empresas de TI.

"Não vamos a lugar nenhum sozinhos, então grandes empresas de tecnologias e provedores estão indo junto, apostando na nossa marca e agressividade comercial para construir a maior integradora de soluções digitais do País", afirmou a executiva.

A importância de parcerias é ainda maior se considerado que os seis data centers da empresa (com 15 petabytes de capacidade de armazenamento e 300 clientes hospedados) estão na lista de ativos à venda por conta do plano estratégico. Diretor de marketing da Oi Soluções, Roberto Shimizu afirmou que "a venda dos data centers não impacta a estratégia de forma direta".

"O importante é ter o hosteamento das soluções, e não necessariamente o meio físico. Podemos ter serviços de data center com parceiros de negócios, inclusive vários que já temos", completou. Segundo Shimizu, a Oi Soluções deve anunciar em breve novidades nas áreas de edge computing e nuvem pública.

A unidade também reunirá os serviços de segurança prestados pela operadora (e que já seriam utilizados por 500 clientes), além da vertical de big data e analytics, incluindo a comercialização de bases de georreferenciamento. Em 2019, o faturamento do B2B da Oi caiu 7,9% no terceiro trimestre (total de R$ 1,357 bilhão) e 7,8% no acumulado de nove meses (R$ 4,192 bilhões).

Cenário

Segundo Adriana Viali, a percepção negativa que a situação financeira da empresa pode causar em clientes não deve representar um problema para a Oi Soluções. "O monstro da recuperação judicial já não existe mais na relação com o nosso cliente corporativo. O momento mais difícil foi quando entramos em recuperação judicial, em 2016, e os clientes não sabiam se poderiam seguir contando com a Oi no avanço dos negócios. Passado esse momento, eles seguem sendo bem atendidos, então acredito que isso ficou para trás"

Já o COO da companhia, Rodrigo Abreu, afirmou que o "B2B é hoje o segundo maior negócio da empresa, atrás apenas do móvel". "A Oi é e continuará a ser a maior operadora B2B do Brasil", completou.

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