Bava: "Vivo faz parte do nosso passado"

Diante do turbilhão que o mercado está passando com as determinações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em relação à participação da Telefônica na Vivo e na Telecom Italia, o presidente da Portugal Telecom (PT), Zeinal Bava, disse ainda não ter conhecimento da decisão, mas procurou não analisar o fato. "Para nós, a Vivo faz parte de nosso passado, e a fusão da PT com a Oi faz parte de nosso futuro", disse ele em conversa com jornalistas durante evento da companhia portuguesa em São Paulo nesta quarta, 4.

Bava ressaltou que a fusão continua no ritmo para a conclusão no segundo trimestre. A venda de duas mil torres nesta quarta pelo valor de R$ 1,5 bilhão para a SBA, inclusive, foi comemorada pelo executivo. "Hoje tivemos um bom desempenho na bolsa porque anunciamos a venda de torres móveis, na linha do que vínhamos dito, para gerar fluxo de caixa e flexibilidade financeira." As ações ordinárias da Oi fecharam o dia a R$ 3,92, alta de 10,73%, enquanto as preferenciais tiveram alta ligeiramente maior, de 10,98% (valor de R$ 3,74). "O mercado reagiu muito bem, estamos trabalhando para honrar todos os nossos compromissos", diz.

Principal ator

O presidente da TIM Brasil, Rodrigo Abreu, também apontou o grupo espanhol como o principal ator no parecer do Cade sobre a participação indireta na Telecom Italia. "Estamos obviamente acompanhando, mas o principal ator nesse caso, quem tem de tomar ações, prestar esclarecimentos e ter uma estratégia (de defesa), é a Telefónica", disse Abreu a este noticiário.

Já em relação ao parecer da procuradoria do Cade, que sugeriu multa de R$ 1 milhão no caso da contratação da Atento, Abreu fez coro ao que o diretor de assuntos regulatórios da TIM, Mario Girasole, havia falado na última terça-feira: a licitação teria ocorrido antes da assinatura do termo de compromisso com o Conselho. "O processo da Atento é muito transparente. Para poder fazer a contratação dela em 2010 nós consultamos a Anatel, fizemos uma licitação. A Atento conseguiu um pedaço do edital, era um serviço que já podia ser considerado na época, e até hoje é, uma commodity", alega o presidente da operadora. "O termo foi assinado e a publicação levou alguns meses para chegar ao Cade. Não é que não foi comunicado", justifica, chamando o parecer de "uma tecnicalidade". "Não existiu troca de informações confidenciais (com a Telefónica), tanto é que já fizemos nossa defesa."

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