Projeto de rede neutra da TIM está avaliando propostas não vinculantes

O projeto da TIM de separação industrial para criar uma empresa de infraestrutura fixa em fibra ótica com abordagem de rede neutra, a FiberCo, está em fase de avaliação de propostas não vinculantes. Apesar disso, o presidente da operadora, Pietro Labriola, acredita que o fechamento de um acordo com algum dos interessados deverá acontecer "nos primeiros meses de 2021". 

Conforme contou o CFO da TIM, Adrian Calaza, durante teleconferência de resultados financeiros nesta quarta-feira, 4, as primeiras propostas não vinculantes recebidas vieram "provavelmente um pouco acima das nossas expectativas, o que aumenta muito o interesse". 

O executivo ainda não falou em recebimento de propostas vinculantes, mas diz que há discussões com "diferentes desenhos para essa infraestrutura", o que poderia tornar a negociação mais interessante para a TIM. "Ainda pode acontecer muita coisa, mas estamos bem felizes com o que já temos."

O recebimento de ofertas não vinculantes foi iniciado em setembro. Mas a expectativa anterior era de projetos assinados até o fim deste ano. Calaza diz que o cronograma do projeto continua em linha com o planejado em março, quando foi anunciado.

Há a possibilidade de um pequeno atraso de dois meses, diz, mas que é "normal e nada para se preocupar". No momento, a operadora está negociando para poder receber novas ofertas. "Estamos já discutindo com diferentes companhias interessadas."

Janela de oportunidades

A proposta inicial da TIM é de uma configuração na qual 51% do capital dessa nova empresa de rede neutra seja do novo parceiro. A ideia é acelerar o investimento em cobertura de fibra sem impactar os números da própria TIM. "É também uma oportunidade para a gente, pois aumentando a cobertura, melhora a nossa capacidade de vender em outras áreas do País", destaca Labriola. 

A estimativa do executivo é que haja uma janela de oportunidade nos próximos 12 a 24 meses para a captura de investimentos. O executivo destaca que a iniciativa da TIM se diferencia porque "é um dos poucos que associa a capacidade de investimento com um cliente que pode garantir um mínimo de retorno", uma vez que se mantém contrato com a própria operadora. "Quando começa a investir sem um cliente âncora, aumenta o risco."

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